Falar sobre tudo e mais alguma coisa

Quinta-feira, 19 de Dezembro de 2013
Quem se lembra?


publicado por magnolia às 13:17
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Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008
Memorias da minha infância II

 

Lembro-me de colocar o sapatinho debaixo da árvore e de esperar tão ansiosamente pela manhã do dia 25 de Dezembro que mal conseguia adormecer. Na minha casa não havia pai natal, era o menino Jesus que nos trazia prendinhas se nos portássemos bem durante o ano inteiro. O menino estava atento e na madrugada do dia de Natal, deixava debaixo da árvore os presentinhos tão aguardados. Fui filha única durante 6 anos, depois as manas foram chegando e a alegria triplicou! Durante algum tempo éramos três a acordar por voltas das três da manhã, ainda nem os galos tinham cantado, correr para o pinheiro e abrir presentes e comer chocolates! Era certo que também a essa hora os meus pais deixavam de poder dormir, porque íamos as três experimentar panelinhas e bonequinhas para cima da cama deles. As vezes ainda dormíamos um bocadinho mais, outras nem por isso.

No dia 25 tínhamos sempre uma roupinha nova para estrear e íamos todas à missa do dia como se fosse Domingo. O presépio da igreja desviava-me sempre a atenção de tudo o resto, o menino Jesus, os seu pais, as ovelhinhas, o lago com água em movimento. Era tudo tão bonito! Depois do tradicional beijo no menino Jesus, que o padre limpava cerimoniosamente depois de cada beijo, íamos para casa tomar o pequeno-almoço onde não faltavam os bolinhos de cenoura, sonhos e pão-de-ló.

Naquele dia a velha televisão passava filmes de Natal onde a magia do Natal era rainha e nos fazia sonhar. Depois vinha a noite e íamos dormir e nessa noite já sonhávamos com o próximo Natal…

 

 

 

 

 

 

 


sinto-me: nostálgica

publicado por magnolia às 17:14
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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008
O fascinio dos livros

Desde que me lembro de mim própria que me vejo rodeada de livros. Fazem e sempre fizeram parte integrante de mim. Ler é como respirar, comer, amar, faz parte da minha vida. Quando era pequena lia a socapa os livros de crescido do meu pai. Ele, tal como eu, é um apaixonado pelos livros. Acho que é essa a herança que o meu pai me deixou, o gosto pelos livros e pela leitura. A melhor, muito melhor do que dinheiro ou posição social. Nessa altura não me era permitido tocar nos livros dele, por isso lia-os as escondidas. Quando sabia que estava sozinha em casa corria para a estante e sentava-me no chão com o livro no colo. Ficava atenta a todos os ruídos com medo que ele viesse e me apanhasse em flagrante delito! Lembro-me que um dos livros que mais me marcou foi o Dr. Jivago de Boris Pasternak . Li-o com avidez, absorvendo a história fantástica de Larissa e Iuri , até hoje continua a ser um dos meus livros preferidos. Depois disso já o reli mais do que uma vez, e embora agora o possa perceber bem melhor, a primeira vez teve um sabor muito especial. Teve o sabor da descoberta, da traquinice e da leitura de um livro fantástico.
As tardes de verão das ferias grandes. Que nostalgia! Passava os dias na casa de minha avó materna e as tardes eram sempre dedicadas as leituras, tardes solarengas de Agosto, passadas no terraço de uma casa de aldeia, onde só os pássaros e as abelhas se faziam ouvir. Deitava-me de costas olhando o céu muito azul, livro na mão, lia horas seguidas, parando apenas para lanchar pão com doce de tomate feito pela minha avó ou broa acabada de cozer com manteiga a derreter. Que delicia de tempos! Creio que nessa altura li e reli todos os livros de aventuras dos “Cinco”. Vivia intensamente todas as aventuras, estava lá com eles. Os livros tem esse poder sobre mim, transportam-me
Depois comecei a ir a biblioteca municipal. Era uma biblioteca antiga, de tectos altos, decorada com arabescos e veludos vermelhos. As portas rangiam e o cheiro a papel velho inebriava-me. Li quase todos os livros disponíveis para empréstimo. Houve um momento em que já estava a ler de novo os mesmos livros. Foi nessa altura que me familiarizei com os grandes nomes, Pessoa, Eça, Virgílio, Camilo, Huxley , hemingway , e tantos, tantos outros…lia compulsivamente, ficava ate de madrugada a ler, sem que o sono chegasse.
Desde sempre que ando com um livro na carteira, tem sido sempre meu companheiro de viagens. Grandes ou pequenas. Leio no café, leio na praia, leio na fila do banco.
Na minha mesinha de cabeceira tenho sempre um monte de livros. Quando digo monte é mesmo um monte, nunca menos de cinco ou seis livros. Neste momento tenho lá de tudo um pouco. August Cury , António Lobo Antunes, Maria João Lopo de Carvalho, Marta Gautier , Maria Filomena Mena …não consigo viver sem eles. Sãos os meus companheiros de insónias, de choradeiras noite dentro, de risos escondidos no edredão para os miúdos não me ouvirem…
O meu sonho é ter uma grande biblioteca. Não uma biblioteca de livros ricamente encadernados, mas sim um escritório só meu, de paredes forradas a estantes, livros multicores e tamanhos. Um sitio que cheire a papel velho e a papel novo. O que se vir das paredes será amarelo claro. No tecto vou pendurar um candeeiro a lembrar as salas das tertúlias de Pessoa, uma mesa grande de madeira clara fará de secretaria mesmo ao lado de uma grande janela de onde se vê o mar. um ramo de uma magnólia irá baloiçar em dias de vento e em dias de sol fará uma sombra discreta na secretaria.
Um dia vou escrever um livro. Ainda não sei sobre o que vai ser. Mas vou escreve-lo. Estará nas prateleiras das livrarias e eu vou lá passar só para ter a satisfação de ver lá o meu nome e saber que realizei um sonho. Este sonho começou há muitos anos atrás, mais de vinte ano atrás. É estranho como uma pequena frase de incentivo nos pode fazer acreditar que somos capazes. Devia ter cerca de 11 anos e estava no ensino preparatório. Era suposto escrever uma frase sobre o livro que estávamos a estudar em português, era a raposa salta-pocinhas, eu em vez de escrever uma frase escrevi um texto enorme! Mas para meu espanto a professora elogiou-me e disse que eu tinha um talento para escrita. Foi mesmo ai nesse momento que eu comecei a sonhar em escrever um livro e publica-lo.
Tenho escrito tanto! A escrita tem feito sempre parte da minha vida, até nos maus momentos. Num determinado momento do passado em que me senti muito deprimida, era ao papel que eu confessava todas as minhas angústias. Escrevi centenas de páginas sobre as minhas dúvidas, tristezas, angustias e amarguras. Levava um caderno comigo para onde quer que fosse. Ia para a esplanada do café e sentava-me a escrever, tomar café e fumar um cigarro. Passava para o papel o meu estado de espírito, tentava assim exorcizar todos os meus fantasmas. Ainda hoje conservo esses cadernos como tesouros, ai estão escondidos todos os maus sentimentos da época, bem fechados para que não fujam e voltem a assombrar os meus dias. São os cofres das minhas angustias passadas.


sinto-me: nostalgica

publicado por magnolia às 12:28
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Cláudia Moreira

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