Falar sobre tudo e mais alguma coisa

Terça-feira, 13 de Maio de 2008
Divagações matinais…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quero escrever mas não me saem as palavras certas. Ficam aqui perdidas entre a minha cabeça e os meus dedos que as deveriam passar às teclas do computador. Estou tão cansada que não consigo focar o meu pensamento nos assuntos como deveria. Do corpo estou cansada, mas com o passar do tempo isto melhora. Este fim-de-semana foi duro e ainda estou na ressaca de 20 horas de trabalho seguido. O cérebro é que está pior. Não ordena ideias. Andam aqui dentro deste crânio aos saltos, como se fossem pulgas de circo. Quero pensar com clareza e apenas vejo nuvens negras tornando difícil vislumbrar soluções. É duro ser mulher neste século, neste país, é duro ser mãe e pai ao mesmo tempo, é duro trabalhar tanto e mesmo assim saber que o dinheiro não chega para tudo, é duro saber que se chegou aos 34 sem realizar sonhos, sem ter vivido quase nada, é duro ter sonhos de menina e vida de mulher feita. Enfim, é duro viver. Creio que é duro para muita gente, se descontarmos as pessoas que vivem desafogadamente e fazem ferias seis vezes no ano e nem sabem o que é procurar em todos os bolsos dos casacos guardados no guarda-fatos, trocos para comprar pão, se não contarmos com esses, a vida não é fácil para todos nós. Não me quero queixar mais do que devo, não quero ser alguém mal-agradecido pelo que tem, preciso apenas de desabafar de vez em quando. Deixar sair as frustrações, o cansaço, os amargos de boca. Exorcizar estes fantasmas. Lavar a minha alma.

Já não sei o que é sair com alguém, jantar fora, passear. Já não sei o que é sair com os amigos a noite, conversar, rir, sair para dançar. Já não sei o que é ter alguém que ligue para dizer, estou aqui, pensei em ti. Tenho saudades de ir ao cinema, de comer pipocas (e eu nem ligo nada), de passear no shopping, mesmo sem comprar nada.  E o mais certo é que tão cedo isto não volte a acontecer. Não tenho tempo de viver. Agora o meu tempo é todo passado a trabalhar ou em casa com os miúdos. E se penso em sair e deixa-los nalgum sítio, fico logo com um sentimento de culpa tão grande que já não me apetece ir para lado nenhum. Estou farta de sentir que só me queixo, de sentir que não consigo estar feliz, mesmo estando a resolver a minha vida, estou cansada de estar cansada…

 

Magnólia em divagações

(imagem retirada da net)


sinto-me: cansada

publicado por magnolia às 11:31
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Cláudia Moreira

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