Falar sobre tudo e mais alguma coisa

Segunda-feira, 27 de Outubro de 2008
Casa do Regaço

 

Ontem fomos visitar os meninos da Casa do Regaço. Levamos muitas roupas e sapatos que já não servem. Em vez de dar a pessoas que por vezes não aproveitam ou pôr no contentor para Africa sem saber se as roupas chegam ao destino, tenho levado tudo para lá.

Levei os meus filhos propositadamente para que se apercebam que há crianças que não tem a sorte de ter uma família que as ama, que toma conta delas, que as protege e que eles às vezes amuam por coisas absolutamente parvas, comparadas com as tristezas que estes meninos e meninas devem sentir.

Conheci a Casa do Regaço através de uma amiga que trabalha lá com as crianças. Ela esteve a mostrar-me a casa e fiquei rendida com tudo o que vi. Tudo muito bonito, muito limpo e arranjado. Os quartinhos muito mimosinhos, com uma decoração moderna, colorida, acolhedora.

Tenho que deixar aqui em publico uma palavra de apreço para todas as pessoas que trabalham lá e que mais do que trabalho fazem daquilo a sua vida. Educam, mimam, protegem, amam aquelas crianças. Tratam delas como se fossem suas. Sofrem com as suas tristezas, riem com as suas alegrias e ficam felizes com as suas conquistas. Estamos a falar de crianças que foram retiradas aos pais por maus-tratos, por abandono, por negligência. Estamos a falar de bebés, de meninos e meninas desde a idade mais tenra até aos dezoito anos.

Quando lá cheguei fui tão bem recebida, duas meninas vieram a correr para pedir colinho. Tive que me revezar para poder dar colo às duas pequenitas, a Ana também brincou com eles e um menino de mais ou menos seis anos agarrou na mão do André e não o largou mais até sairmos de lá.

Também contam lá com os voluntários, pessoas que se oferecem para ajudar nas mais diversas tarefas, seja a dar a sopa, a dar o banho ou simplesmente a brincar com os meninos. Vi lá várias pessoas, mas confesso que o que mais me deixou sensibilizada foi um miúdo da idade do André, que já faz voluntariado há muito tempo. Nunca me passou pela cabeça que um miúdo assim preferisse estar lá do que estar em casa de volta das coisas próprias da idade ou a sair com os amigos.

Por tudo isto, se alguém de perto me ler, ajude a casa do regaço. Ajudar nunca é demais.

 

 

Podem ver fotos aqui.

 

 

 


sinto-me: triste mas afortunada

publicado por magnolia às 11:48
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Cláudia Moreira

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