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Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009
Lolita - Vladimir Nabokov

imagem retirada da net

 

 

Há já muito tempo que queria ler este livro, digamos que há assim um certo número de livros de culto, que não quero morrer sem os ler.

Comecei alegremente a ler, depois de algumas páginas estava incomodada e a meio visivelmente angustiada. Eu sei que é ficção, mas a verdade é que histórias destas vemos nós todos os dias semi-ocultas em noticias nos jornais. Fiquei aterrada com a possibilidade de conhecer pessoas assim. De as ver cruzar o meu caminho. Olhei a minha filha e tremi. Tremi. Tremi. Li o livro até ao fim, mas sempre com um nó na garganta. Angustiada, muito angustiada. Tantas meninas e meninos que são obrigados a crescer depressa demais por causa de adultos com desvios, com pensamentos estranhos, com desejos estranhos. Tive muita pena de Lolita, muita mesmo. Tenho pena que crianças como ela, se vejam incurraladas pela propria vida, se vejam obrigadas a seguir caminhos que não era suposto, e que ninguém lhes dê mais escolhas e que ninguém lhes dê a mão...

Leiam se quiserem, mas não recomendo a pessoas impressionáveis.

 

 

 

 

 

Lolita é o título de um romance em língua inglesa, de autoria do escritor russo Vladimir Nabokov, publicado pela primeira vez em 1955.

O romance é narrado em primeira pessoa pelo protagonista, o professor de poesia francesa Humbert Humbert, que se apaixona por Dolores Haze, sua enteada de doze anos e a quem apelida de Lolita. O professor, que já conta com uma certa idade, desde o início se define como um pervertido e aponta como causa um romance traumático em sua juventude.

Mas em função do início chocante, sem dúvida o livro ficou famoso como um dos romances mais polêmicos já publicados, tanto que antes de chegar ao público, foi rejeitado por diversas editoras.

A obra conta com diversas qualidades literárias e uma estrutura curiosa, que pode ser interpretada como uma mistura de diversos estilos cinematográficos: do início psico-erótico típico de um filme europeu, a história passa para um drama de periferia quando o professor vai morar em New Hampshire. Depois a ação lembra um road movie, com uma longa viagem de carro; passa para um romance de mistério, com o enigma de um perseguidor oculto; e no final se torna um drama policial, ao estilo de um filme noir.

 


sinto-me: :(
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publicado por magnolia às 00:15
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2 comentários:
De mafalda a 9 de Setembro de 2009 às 09:47
olá, amiga.
não li o livro mas já vi o filme na sua versão original (ainda a preto e branco) e tornou-se num dos meus favoritos.
não sei o quanto diferente é a adaptação para cinema mas sei que, o que vi, não mostra uma miúda encurralada pela vida nem sem outras opções.
embora seja verdade que ninguém lhe tenha dado mão, isso só aconteceu porque ela era muito rebelde para a idade que tinha: não dava ouvidos à mãe e gostava de provocar os elementos do sexo masculino; aliás, foi ela que provocou todos os acontecimentos posteriores à chegada do professor.
gostei muito do filme e fiquei surpreendida com o final mas, como te disse, não sei que diferenças existem entre o livro e a adaptação.
vou tentar encontrar em livro e depois poderei dar a minha opinião mais concreta :)
beijinhos.


De Cris a 9 de Setembro de 2009 às 15:25
Ainda não li o livro mas já mo contaram a traços largos!!
Esta realidade também me angustia, sobretudo desde que tenho filhos... Por isso me tenho mantido afastada deste tipo de literatura... Não consigo abstrair-me quando leio estas histórias!!

Beijinhos


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