Sou eu, sou eu assim, vagueando
Perdida, rendida na minha dor,
Correndo, andando, caminhando,
Ferida, sentindo este ardor,
A minha alma em chamas,
Ardendo esta meu coraçao,
É por um amor que clamas,
Estás tão farto coração, de solidão.
É então a angustia que volta
É a triteza, a amargura, a loucura,
E é também a ansiedade, a revolta,
Que me segue, tortura, procura
Mas que sempre, sempre me encontra,
Mas doi. E é assim uma dor cortante
E eu, eu nada faço, nada faço contra,
Apenas vou ao sabor da corrente...
E um dia, um dia vou acordar,
Num charco de lagrimas salgadas
E vou tentar fugir, tentar escapar,
Mas em vão, vou dando braçadas,
E aflita, e esgotada, e amargurada,
Sempre a tentar, sempre a tentar
Mas é tarde, nao se vê a amurada,
Ou boia onde me possa agarrar...
Mas talvez ainda haja esperança,
Talvez consiga ver a luz lá ao fundo,
Dizem que o amor tudo alcança
Que o amor muda tudo no mundo,
E eu sei, eu sei que tenho amor
Muito amor, muito amor para dar,
E entao, serás o meu salvador,
Porque sei que é a ti que eu vou amar!
Claudia Moreira @ março de 2006

Outras IDEIAS minhas
Ideias de outros que eu gosto de ler
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