Falar sobre tudo e mais alguma coisa
Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009
Gostam de um bom filme de amor?

 

 

 

 

Se o que apetece é ver um filme onde o amor é a nota sonante, então vejam este filme lindissimo, passado entre paisagens lindissimas....eu chorei...mas pronto, eu sou uma chorona, não é?

 

 

Sinopse:

Kitty sente-se prisioneira de um casamento infeliz e de um estilo de vida que está longe de ser aquele com que sempre sonhou. Sem que tivesse obtido a notoriedade social que desejava e afastada do seu país e da família devido à profissão do marido – bacteriologista destacado para Hong Kong –, a jovem acaba por encontrar algum consolo numa relação extraconjugal. Mas a traição acaba por ser descoberta pelo marido, que leva a cabo uma estranha e terrível vingança… Em O Véu Pintado, Somerset Maugham faz, através da história do acordar espiritual da adorável e fútil Kitty Fane, uma extraordinária caracterização da presença britânica na China e apresenta-nos, como é seu apanágio, uma admirável galeria de personagens


sinto-me: chorona

publicado por magnolia às 00:31
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Domingo, 8 de Fevereiro de 2009
E agora?

imagem retirada da net


 



E agora?


Era esta a pergunta que não parava de fazer enquanto percorria o caminho que me separava de casa.


De mãos nos bolsos e cachecol quase a cobrir-me o rosto, ia andando devagar pela rua, sem me preocupar com os carros que passavam de vez em quando rasando-me, e talvez, quem sabe, chamando-me nomes feios. Não tinha pressa nenhuma em chegar a casa e ter a conversa que teria que ter com a minha mulher.


E agora…? E agora…? O que hei-de fazer?


Uma lágrima teimosa caiu-me pela cara. Era inevitável a angústia. Perder o emprego precisamente quando mais precisava dele era devastador. Com o terceiro filho a caminho sentia-me desesperado e impotente para resolver o problema com a rapidez que era necessária.


O Tomás, o primogénito, tinha seis anos e iria para escola no próximo Setembro. O Duarte tinha três anos e infelizmente era asmático. O terceiro, o Afonso nasceria em menos de um mês. E a minha mulher estava desempregada há mais de um ano sem sequer ter direitos ou regalias. Até agora tinha sido eu o pilar desta casa, a única fonte de sobrevivência da família. E agora até eu estava desempregado...


Uma empresa tão grande terminar assim por perder apenas um cliente. Não era o único cliente, mas era sem dúvida o mais importante. E assim, de um momento para o outro a empresa fechava portas e os cem funcionários estavam na rua. Na rua da amargura. Nem sabia como dar esta notícia em casa. Seria um choque demasiado grande para uma mulher praticamente em fim de tempo de gravidez.


E se não contasse?


Cheguei a casa e não foi preciso dizer nada para que ela percebesse que algo de grave se passava. Creio que nos meus olhos estava estampada a preocupação que me ia na alma.


- Perdi o emprego…


Ela não me disse nada, limitou-se a esconder o rosto nas mãos. Eu abracei-a e prometi que arranjaria uma solução. Teria que a arranjar. E rapidamente. Esta família tinha que comer e era eu que tinha a responsabilidade de lhes dar de comer…


No dia seguinte sai de casa ainda de madrugada para procurar trabalho. Teria que aceitar tudo o que aparecesse, sem importar se gostava ou se não gostava. Calcorrearia a cidade e não voltaria a casa nessa noite sem ter um trabalho. Andei o dia todo, bati a todas as portas, li todos os jornais e nada. Nada. Nem um serviço miserável arranjei. Ninguém parecia precisar de dois braços fortes e necessitados. As portas fechavam-se-me ainda antes de ter dito tudo. A crise veio para ficar e não era eu o único a bater àquelas portas. E agora mais cem pessoas tinham vindo juntar-se ao grande grupo dos desempregados desta cidade. No fim da noite voltei a casa e a única coisa que fui capaz de fazer foi meter-me na cama e chorar. Chorei sem parar horas até que o cansaço me venceu e adormeci. Sabia que esta atitude não dava confiança à família, mas eu estava cansado demais. Sentia-me derrotado. Sentia que estava a perder uma guerra que não poderia perder de maneira nenhuma.


Depois de uma semana a procurar emprego. Depois de uma semana a ouvir nãos. Depois de me sentir completamente desesperado, a pontos de já pensar em sair do país e deixar a família, de perder o nascimento do Afonso, a boa notícia chegou. Tinha uma entrevista! Não sabia sequer para o que era, mas no centro de emprego tinham-me dito apenas que precisavam de uma pessoa séria e com vontade de trabalhar. E essas qualidades eu sempre tive sem dúvida. Fui de coração nas mãos mas muita esperança para a entrevista. Em casa a família tinha ficado a rezar por mim, ansiosos pela notícia. Faltavam duas semanas para nascer o Afonso.


Cheguei a casa, a minha mulher olhou-me e reteve a respiração, o Tomás olhou-me com os seus grandes olhos azuis, cópias autênticas dos da mãe e nem veio ao meu encontro como habitualmente fazia. O pequeno Duarte só pedia colo e fazia beicinho, porque a mãe nem o ouvia de tão angustiada que estava.


- Então?


Creio que se demorasse um pouco mais a falar ela cairia para o lado de nervos.


- Consegui! O emprego é meu!


Abraçaram-se, riram-se, ela chorou. O Tomás olhou-me e perguntou na sua vozinha de criança:


- Já tens um trabalho novo papá?


- Tenho filho, tenho. Consegui um emprego novo.


A entrevista correu muito bem, os meus patrões são pessoas muito simpáticas e justas. Mas a quem eu devo mesmo este emprego é à senhora do centro de emprego que me atendeu num dos dias em que eu andava de rastos à procura de algo que me pusesse dinheiro no bolso no fim do mês. Tinha-lhe contado tudo, a angústia e o medo de não conseguir dar de comer a três bocas famintas que tinha em casa, quatro em breve. Tinha contado tudo com uma lágrima no canto do olho e a senhora, condoída, tinha usado um conhecimento seu para me arranjar trabalho. Na verdade, e apesar de a senhora trabalhar no centro de emprego, este emprego não o arranjei por lá, mas sim pela bondade infinita da senhora. Ela conhecia uma família que há muito procurava alguém de confiança para trabalhar como motorista e ela achou que eu era a pessoa ideal. Simpático, atencioso, sabia lidar com crianças e acima de tudo inspirava confiança. Graças a Deus que ainda há pessoas boas no mundo…


Mantenho o emprego há algum tempo e ainda não dei um único motivo de descontentamento aos meus patrões ou à senhora do centro de emprego. Não ganho muito, mas ganho o suficiente para sustentar a família. O Tomás já sabe ler e vai terminar o ano no quadro de honra. O Duarte está melhor da asma com a casa nova que alugamos depois que mudei de emprego e o Afonso já faz umas graças que nos deixa a todos babados. E eu sou um homem feliz apesar de todos os contratempos desta vida complicada.


 


Texto de ficção escrito para a “Fábrica das Histórias” por Cláudia Moreira


 


 



 


 



publicado por magnolia às 17:46
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Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009
E hoje foi dia....

imagem retirada da net

... de escrever aqui ao lado


sinto-me: :)

publicado por magnolia às 10:18
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Negro céu


imagem retirada da net


 


 


Olho o céu de negro toldado


Sinto-me só, triste, angustiada


Na garganta um nó apertado


Pela tua ausência prolongada


 


Vejo as escuras ondas altas do mar


É como se estivessem dentro de mim


Querendo tudo destruir ao passar


Num ir e vir sem nunca ter fim


 


Sinto a brisa que passa ligeira


Cheirando a sonhos e maresia


Envolvendo-me toda, inteira


Como em outros dias de alegria


 


Estou triste, não nego a verdade


E já não sei o que fazer ou dizer


Para acabar com esta ansiedade


Que sinto em mim por não te ter


 


Tantos sonhos que desapareceram


Coisas que foram ficando para trás


Desejos que tive e que morreram


E de sonhar já não me sinto capaz


 


Olho o céu que ameaça tempestade


E sinto-o igual ao meu coração


Que transborda de saudade


De negrume e desolação


 


É triste, a solidão é muito triste


E é um vazio difícil de preencher


Receita para a solidão não existe


Já não sei que mais hei-de fazer…


 



publicado por magnolia às 01:04
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Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009
Dá-se...

...recompensa a quem me apresentar ao tipo que inventou os armários para escritório com menos de um metro de altura....


sinto-me: :S

publicado por magnolia às 17:16
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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009
16 Coisas sobre mim que talvez já saibam

imagem retirada da net

 

 

A mamie, a mafalda, a cloudy e a ssbtp desafiaram-me a falar sobre mim....mas não foi nada fácil!!

 

 

1- Tenho 35 anos e nasci sob o signo de Balança em Vila do Conde

2- Tenho 2 filhos, o André de 15 anos e a Ana de 9

(isto é mais difícil do que parece…)

3- Sou a mana cota de 4 irmãos, somos 3 mulheres e um rapaz de 16 anos com 1.90!

4- Sou uma pessoa muito certinha, que raramente se permite fazer algo fora do normal e talvez por isso vivo pouco a vida...

5- Estou apaixonada pelo mar, sempre estive, é com ele que desabafo as coisas mais íntimas

6- Sou div…ertida (divorciada, pronto já disse)

7- Adoro ler, é desde sempre, a coisa que mais gosto de fazer. Leio em sítios estranhos e raramente ando sem um livro na carteira

8- Também gosto de escrever umas coisitas

9- Sou muito tímida, o que muitos dissabores me traz

10- Em miúda quis ser professora, advogada, mas não consegui mais que ser escriturária…até ver!

(e já não sei que mais hei-de escrever)

11- Sou uma romântica….embora para muitos, isso pareça ser uma doença… Ah! E choro nos filmes…e quando leio certos livros também

12- Uso sempre malas grandes, para poder trazer tudo o que penso que me poderá fazer falta. Estão sempre a gozar comigo porque dizem que até um tijolo, martelo e chave de fendas eu trago dentro da mala. Os mais simpáticos dizem que uso a mala do Sport Billy…

13- Dizem que sou um coração de manteiga…dizem…

(parece que sou mesmo muito desinteressante…:s)

14- Apesar de ser assim, tenho enfrentado todos os problemas (e que têm sido muitos) de frente e resolvido

 

15- Já publiquei um livro, já tive filhos e já plantei um salgueiro-chorão. Portanto já posso morrer em paz

16- E já agora posso dizer que sou uma rapariga assim para o encorpadita, morena, 1 metro e 73 e o peso só o digo sob ameaça de pistola.

 

E já está! Desta já me safei...kind of

 

Como acho que já toda a blogosfera respondeu a este, passo só a quem quiser levar

 

 

 

 

 


sinto-me: desafiada
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publicado por magnolia às 11:06
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Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009
O pedido...

...agora já oficial. Já trouxe para casa os papeis para assinar. Ele quer ir a Paris na viagem de finalistas organizada pela escola. SOZINHO!! Vão as professoras de francês e os alunos finalistas do 3º Ciclo. E agora? Ele quer tanto ir....


sinto-me: ai.........

publicado por magnolia às 10:51
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Domingo, 1 de Fevereiro de 2009
O rosto


imagem retirada da net


 


 


Aquele rosto tinha algo de especial, pensei eu na primeira vez que o vi. Era um rosto igual a tantos outros e no entanto tão diferente. Sulcado de rugas ficava ali sério e sereno à janela, sem nunca faltar, todos os dias dos dias que ainda lhe restavam para viver. Sim, era um rosto muito velho, de olhos pequeninos de tanto focar o horizonte. Olhando aquele rosto a minha imaginação voava e era impossível não o fazer, tanto que despertava a minha curiosidade e ainda mais importante, despertava as minhas emoções. Cada dia que passava sentia ainda mais apego aquele rosto sem nome que via todas as manhãs e tarde dos últimos meses.


Já não sei bem quando tudo isto começou, lembro-me apenas que era inverno e eu olhei a janela que continha um rosto e pensei que aquela senhora tão velhinha estava com saudade da sua casa na sua aldeia natal. Depois desse dia, todos os dias, olhava para cima em direcção aquela janela e lá estava ela, sempre séria, mas sempre tranquila. Não me lembro nunca de ter visto um sorriso naquele rosto.


As coisas que imaginei a pensar naquele rosto, cada ruga teve uma história, cada cabelo branco, outra. Imaginava as vezes que tinha chorado com saudades de um marido ausente na guerra. Imaginava que cada ruga contava a história de uma noite sem dormir à espera de um filho na rua até tarde. E que cada ruga do cenho indicava as vezes que tinha estado de cara amarrada numa demonstração séria da amargura que lhe provocava não ter comida para lhes pôr na mesa. Cada cabelo branco significava muitos dias de frustração a sonhar que a vida não era tão difícil assim, para abrir os olhos e ver uma casa pobre de despensa vazia e muitas bocas para alimentar. Cada ruga debaixo dos olhos significava muitas lágrimas choradas pela ausência de amor na sua vida, pela saudade.


Também imaginava a sua vida de agora. Imaginava que ficava ali sozinha, enquanto a filha e o genro iam trabalhar. Os netos que deixavam um beijo fugaz naquele rosto enrugado e saiam para escola sem se lembrarem mais da existência da velhinha. Imaginava que ela se arrastava da sala para a cozinha e da cozinha para o quarto, infeliz porque já não podia ser útil a ninguém. Via-a a ser arrastada da sua aldeia quase à força porque estava demasiado velha para viver sozinha e ela a já a morrer de saudades da aldeia onde se ouviam os pássaros e as pessoas se conheciam todas pelo nome. Imaginava-a cada dia mais fraca, mais magra, definhando de tristeza por se saber um peso para os mais novos.


Cada dia uma nova historia que me entretinha a compor no longo caminho que me separava a casa do emprego. Se ela soubesse o que fantasiei com ela talvez me desse um sorriso. Ou talvez não desse, por lhe fazer lembrar que estava no fim da vida e já muito pouco tempo teria para viver, deixando para trás muitos sonhos que sabia jamais poder cumprir. Por lhe lembrar que ainda era jovem e ela não. Quem sabe o que se passa na cabeça de uma velhinha que passa o dia na janela olhando o imenso casario da cidade, faça chuva ou faça sol? Quem sabe que fantasmas habitarão a cabeça que suporta aquele rosto tão velho? Quem sabe…?


Hoje passei lá e não vi o rosto que esperava ver. A janela estava fechada e a cortina corrida. Amanha voltarei a passar, mas tenho medo de não voltar a ver o rosto sulcado de rugas. Se não o vir, saberei porquê.


 


 


Texto de ficção escrito para a “Fábrica das Histórias” por Cláudia Moreira


 


 



publicado por magnolia às 12:50
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Cláudia Moreira

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