Falar sobre tudo e mais alguma coisa
Terça-feira, 11 de Novembro de 2008
"O profundo silêncio das manhãs de Domingo"- Manuel J. Marmelo

Imagem retirada da net

 

 

Ontem quando acabei de ler o livro pensei: mais um belo livro que vai passar despercebido a tantos... Não conhecia este autor, mas sem dúvida que valeu a pena ler um livro onde tantos sentimentos borbulham a cada página. Não é facil falar das coisas simples da vida, das pessoas simples e fazer com que tenham tanto interesse que fiquemos colados ao livro, este autor consegue-o e não é à toa que já ganhou tantos prémios. Aconselho.

 

 

 

Sinopse:

 

 

Domingo é um dia silencioso, já o sabíamos. Na serenidade dessas manhãs, porém, podem escutar-se melhor as histórias que o autor conta - a vida das pessoas quase iguais a nós, personagens desses profundos Domingos.

 


sinto-me: leitora para sempre

publicado por magnolia às 11:34
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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008
Obrigada, de todo o coração ...

imagem retirada da net

 

Tenho acordado todos os dias a sorrir. Tenho acordado todos os dias a achar que apesar de tudo, a vida vale a pena ser vivida. Tenho acordado todos os dias com o novo alento. A culpa é do livro. Não é apenas aquela orquídea que cobre 70 páginas que escrevi, mas é tudo o que isso me trouxe. Claro que não nego um certo orgulho (não sei se válido ou não), mas acima de tudo o que me tem feito sorrir é o reconhecimento, a amizade, o carinho que tenho recebido de todos, mesmo aqueles que não imaginava prestarem atenção à minha existência. Mais uma vez me emocionei com a amizade dos amigos aqui da blogosfera, que nunca me viram, nem sabem como sou, e mesmo assim têm me dado tanta força para continuar, tanto mimo, tanto carinho. Os amigos mais próximos estão verdadeiramente empenhados em me ajudar nesta primeira (já estou a sonhar alto demais!!!) caminhada literária. A família que é grande e se mostrou tão espantada, mas que ficou feliz por mim. A família mais chegada, especialmente os meus pais, que sinto que estão orgulhosos de mim. O meu pai que tem sempre uma postura de critica negativa, desta vez disse bem do que fiz e sei que ficou orgulhoso de mim… E os meus filhos, os meus filhos que estão tão felizes por mim, que se sentem orgulhosos por terem uma mãe que escreveu um livro! Eles sabem que é um livro modesto, mas mesmo assim sei que têm orgulho, e não há maior prova disso do que o André, típico adolescente, ter já dito aos amigos a novidade.

Sinto-me uma pessoa, um ser social, coisa que há muito não sentia. Há muito que me via apenas como o veículo para ajudar os filhos a crescer, terem um futuro melhor. Há muito que me sentia sem objectivos. Há muito que estava cansada, não só do trabalho, mas da rotina pardacenta que se instalou na minha vida. Agora, posso dizer que tenho visto a vida um pouco mais cor-de-rosa…

Muito obrigada a todos, muito em especial à Helena, a minha editora que me disse sempre que não há sonhos impossíveis e me ajudou a tornar este uma realidade…

 


sinto-me: Feliz

publicado por magnolia às 11:33
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Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008
“Poemas de Amor e Desamor” ou a realização de um sonho…

Às vezes os sonhos passam à realidade, às vezes nem sabemos bem como, mas acontece. E estou feliz, muito feliz porque realizei um sonho de menina, porque consegui pôr um sonho no papel. Escrevi um livro. Não será um best-seller, não será uma obra-prima, não será nada de especial, mas é meu, escrevi cada palavra com muito sentimento, mas longe de imaginar que um dia estariam nas páginas de um livro…

Estou feliz e venho aqui partilhar com todos vós esta minha conquista. Tenho que agradecer à minha querida Helena da Autores Editora por todo o incentivo que me deu na realização deste sonho e que passo a passo me ajudou a criar este livro. São alguns dos poemas publicados no blog “Pessoas e Poetas” reunidos no tema Amor e Desamor. E foi precisamente por falarem de amores e desamores que lhe dei o nome de “Poemas de Amor e Desamor”…

Espero sinceramente, que se algum dia chegarem a ter o livro nas mãos, gostem do que vêem e que sintam que têm nas mãos a realização do sonho de alguém.

 

 

Foto gentilmente tirada por Rita Moreira

 


sinto-me: Feliz

publicado por magnolia às 11:23
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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008
Envelhecida...


imagem retirada na net


 


Sou mulher e envelheço devagarinho


A noite cai e eu choro baixinho


A pele outrora jovem e quente


É agora mais morna, rugosa, dormente


 


Sinto saudades de um corpo sentir


De ver uns lábios vermelhos sorrir


Senti-los nos meus, doces, carnudos


Os nossos corpos juntos, desnudos


 


A falta que faz um abraço apertado


Uma carícia suave, um gesto ousado


Falta de ouvir palavras sussurradas


Nos meus ouvidos carícias murmuradas


 


O tempo passa depressa, maldoso


Sinto meu corpo tremendo, saudoso


De uma noite de amor apaixonada


Na pele já velha sentir-me amada


 


É noite escura e eu choro baixinho


Tenho saudades de ter um carinho


Nas minhas mãos a pele mirrada


A lembrar-me que sou mal amada


 


Sou mulher e envelheço devagarinho


Fecho os olhos, adormeço de mansinho


No sonho sou a dona do meu sentir


Sonho que sou jovem e volto a sorrir...


 


 


 



publicado por magnolia às 23:53
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Wish me luck!

imagem retirada da net

 

 

Tenho uma entrevista para um novo part-time hoje à hora do almoço, portanto....

 

Desejem-me sorte!!!

 

Adenda: A entrevista já foi! Não era bem uma entrevista com um empregador, mas com uma pessoa que procura empregadores! Ela prometeu fazer de tudo para me arranjar algo compativel com as minhas necessidades. Só me resta esperar...


sinto-me: nervosa

publicado por magnolia às 11:53
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Terça-feira, 4 de Novembro de 2008
A paisagem da minha vida...


imagem retirada da net


 



 






Naquele primeiro encontro eu não sabia lá muito bem o que esperar do Francisco. Falamos algumas vezes no bar da empresa, mas confesso que não estava muito esperançada. Ele era assim um pouco calado e tinha ar de quem passa muito tempo atrás de um monitor de computador. Mas como me convidou com o seu melhor sorriso, aceitei. Combinamos para sábado. Já estava a pensar que roupa haveria de vestir, atendendo a que não sabia a que restaurante me levaria quando ele me diz que vamos sair de manhã. A minha cara deve ter dito tudo, porque ele se desmanchou a rir.


- De manhã Francisco? Onde vamos?


- Vamos conhecer o lugar mais bonito do mundo!


Deixei-me ir sem muitas perguntas. Não sei bem porquê, mas confiava nele. Veio buscar-me de manhã cedinho e fomos estrada acima, sempre para Norte, o mar azul e o sol a servir-nos sempre de companhia. Foi já muitos quilómetros depois que me pediu uma coisa estranhíssima, pediu se poderia vendar-me os olhos para me fazer uma surpresa! Uma quantidade enorme de pensamentos estranhos invadiu a minha cabeça, mas concordei. Já que tinha vindo até ali, iria até ao fim. E fiz bem, porque no momento em que o Francisco me tirou a venda e vi a paisagem, fiquei sem palavras, tal era a beleza do lugar…


Estávamos num promontório. O mar azul, imenso, belo, estava a ali a perder de vista. A linha do horizonte mal se via tal era a intensidade do azul do céu. O sol derramava os seus raios brilhantes no mar, transformando as pequenas ondas em milhões de diamantes cintilantes. À minha frente ficava um pequeno miradouro feito de madeira já velha, um pouco carcomida pelo tempo. O chão estava sulcado de erva fresca e verde e aqui e ali florzinhas amarelas e lilases coloriam o chão. Um cheiro doce chegou-me às narinas e depressa me apercebi que eram madressilvas. Olhei para o lado e lá estavam alguns arbustos cobertos de madressilvas cheirosas. Pequenos pássaros cinzentos cruzavam o céu e de vez em quando uma gaivota assomava perto da arriba soltando os seus gritinhos agudos. O calor do sol aquecia-me a pele, e uma ligeira brisa afagava-me os cabelos e fazia dançar o meu vestido primaveril. Aproximei-me da arriba e encostei-me à vedação. Lá em baixo podia ver as ondas a rebentar furiosamente nas rochas, fazendo saltar espuma branca para todo o lado. Ao longe uma praia de areia branca e completamente isolada convidava a devaneios de verão. Que vontade de ir até lá, despir o vestido e entrar nas aguas azuis e frescas do mar.




Quando me voltei, Francisco tinha posto uma manta de trapos no chão, uma toalha de quadrados brancos e vermelhos em cima e esperava por mim para o almoço. Quando me aproximei, estendeu-me a mão e ajudou-me a sentar. Na cestinha de pic-nic feita em palhinha, trazia frutas da época deliciosas e champanhe. Conversamos, rimos, brincamos e a tarde passou tão depressa que nem me dei conta. O sol já estava com vontade de se esconder, o céu ficou laranja, rosa, coral, tantas cores, transformando-o num quadro digno de estar no Louvre. Andei até à vedação para me poder deliciar com aquela imagem. Uma brisa mais fresca fez-me estremecer. Nesse instante dei-me conta que o Francisco estava atrás de mim e me punha o casaco dele pelas costas. Ficamos assim, muito próximos, a olhar o mar, o sol a pôr-se devagarinho, desaparecendo aos poucos atrás das águas, sentindo-me tão tranquila, tão em paz que não tinha a mínima vontade de sair dali. E foi precisamente neste instante que nos olhamos nos olhos por um momento esquecendo tudo em volta, e aproximamos os nossos lábios num beijo tão ternurento e tão intenso que nada mais nos importou. Foi o primeiro dia do resto das nossas vidas e aquele lugar é o lugar mais perfeito ao cimo da terra. Ainda hoje, passados tantos anos, vamos lá em passeio a todo o instante e todas as vezes selamos o nosso amor com um beijo ternurento e intenso junto à vedação com vista para o mar.



(texto de ficção para a Fábrica das histórias)



 


 




 



 


 



publicado por magnolia às 12:36
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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008
Lisboa estava muito bonita!

imagem retirada da net

 

Prazenteira, solarenga, fervilhante de vida. É assim que vejo Lisboa. Tantas vidas vividas dentro daquela cidade, tantas histórias, tantas alegrias e tristezas.  Gentes. Culturas. Historias. Vidas. Uma cidade.

Que eu gosto muito de visitar! E que visitei este fim-de-semana! Fui lá por um motivo (que falarei no post seguinte) mas não só, acabei por ver pessoas amigas, conheci pessoas novas, e fiz coisas diferentes. Fui conhecer uma amiga querida, enquanto esperei por ela fui com a Ana, a minha amiga que me recebe sempre tão bem na capital ver a exposição de Berardo no CCB, e ainda uma exposição dos desenhos dos escritores famosos. Estivemos depois a conversar as três até ser noite na esplanada do Jardim das Oliveiras do CCB. Fiquei encantada com o lugar, tão calmo e tão belo e ao mesmo tempo tão fervilhante de pessoas e de cultura. Senti-me lá tão bem…mesmo muito bem!

 

Ontem passeei, conversei e o dia passou tão rápido que quase nem dei conta. A viagem para cá não correu pelo melhor porque enjoei imenso…mas foi só um percalço ligeiro! E quando cheguei vinha com tantas, tantas saudades dos meus filhos que só me apetecia tê-los debaixo da minha asa como faz a galinha aos pintos…

 

 

 


sinto-me: contente

publicado por magnolia às 12:56
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Parabéns Mana Ritinha!!

 

Um grande, enorme, imenso, gigantesco xi-coração de PARABÉNS para a minha mana do meio, Rita!! Que sejas muito feliz maninha, é o minimo que te desjo...


sinto-me: contente

publicado por magnolia às 11:44
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...e mais ainda...
Cláudia Moreira

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