Falar sobre tudo e mais alguma coisa

Segunda-feira, 8 de Agosto de 2011
Despedida

 

 

 

 

 

Não te deixo ir embora assim facilmente

Não quero que partas para longe dos meus olhos

Mas se um dia tiver mesmo que ser

Deves deixar comigo um pedacinho de ti

Porque, na verdade,

Também levas contigo um pedacinho de mim…

O último abraço será mais demorado

Porque quero decorar a forma do teu abraço

E o último olhar também será mais demorado

Porque quero reter a forma do teu rosto

E deves dizer algo, não importa sequer o quê

Porque preciso gravar o som da tua voz…

Não quero que partas para longe dos meus olhos

Mas se um dia tiver mesmo que ser,

Não digas adeus

Diz antes que voltarás um dia

Para buscar o pedacinho de ti que deixaste em mim

Se for verdade, hei-de ser feliz depois

Se não for verdade não serei tão infeliz agora…

Não quero que partas…

 

cláudia moreira 



publicado por magnolia às 17:53
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Quinta-feira, 21 de Julho de 2011
Tons de cinza...

 

 imagem retirada da net

 

O fim de tarde, mais uma vez pintado em tons de cinza

Recebe-me ventoso e frio. Sei que o sol está lá

Mas não o vejo, apenas o adivinho perdido entre as nuvens

As gaivotas amontoam-se na areia molhada pelas ondas

Que quebram na areia, coberta de pequenas conchas e búzios

Saltitam e soltam gritinhos estridentes e incessantes

É sinal de tormenta em alto mar…

Se no meu coração morassem gaivotas

Também estariam todas no areal

Porque dentro de mim existem mares de lágrimas

E soluços capazes de desencadear tsunamis

E no vazio do meu peito o ar corre, veloz

E destrói à sua passagem o que ainda resta de nós

E dos sonhos que sonhei algures no passado…

Aos poucos, com a passagem do tempo

A tormenta há-de acalmar e as águas hão-de serenar

E então, depois desse dia

Dentro de mim as gaivotas voltarão a cruzar os céus

E de asas abertas, irão planar em liberdade, sem pressa

O sol brilhará alto no céu e nos meus lábios

Desenhar-se-á, por fim, um sorriso cálido de Verão…

 

  

 

Cláudia Moreira

 



publicado por magnolia às 00:12
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Sábado, 18 de Junho de 2011
For sale

da net



publicado por magnolia às 10:02
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Quarta-feira, 18 de Maio de 2011
Não te deixarei fugir outra vez...


 


 imagem retirada da net


 


Deixei-te fugir numa destas tardes primaveris em que o sol ameaçava já desmaiar por força do adiantado das horas. Saíste do meu peito num bater de asas suave, deixando no ar um cheiro de saudades e rosas. Depois vi-te voar em direcção ao céu azul matizado de cores pastel. Brincaste por momentos no cabo de alta tensão e depois, misturado entre andorinhas de peito branco e asas negras, desapareceste do meu ângulo de visão.


 


Sentei-me então na beira da estrada, um pouco vazia e perdida, olhando o céu na esperança de que não demorasses muito a voltar. O frio que me entrou pelos pés e me percorreu as pernas por dentro, demorou muito pouco a chegar ao ventre e depois de um breve momento de hesitação, chegou ao peito. Esse, vazio, fazia eco quando pensava no teu nome. Depois o frio cortante tornou-se vento e quando se fundiu com o eco, o barulho tornou-se ensurdecedor.


 


Depois, como se tivesse caído uma chuvada de Verão que lava a terra e as plantas e os beirais das casas e deixa tudo num silêncio dormente, fiquei em paz. Nenhuma inquietação, nenhum suspiro profundo, nenhum tremor de lábios entreabertos, nenhuma dor por detrás do esterno. Apenas o silêncio dentro do meu corpo. Nem o sangue a correr nas veias se fazia ouvir. Nada.


 


Depois daquilo que me pareceu ser uma eternidade, voltaste, e contigo as sensações antigas em catadupa. A inquietação voltou. Os suspiros voltaram. As tremuras nos lábios voltaram. A dor por detrás do esterno voltou. E com tudo isso o teu rosto também voltou a habitar o meu peito e trouxe dentro dele o teu sorriso e dentro do teu sorriso a certeza de que nunca amarei mais ninguém tão intensamente.


 


Lembrei-me então da fita que trazia no meu cabelo farto e com ela fiz um laço e prendi-te então ao braço. Não te deixarei fugir outra vez.  


 


Cláudia M.



publicado por magnolia às 17:34
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Sábado, 5 de Março de 2011
Mendigo...


 


 


Mendigo o teu sorriso claro…


Mendigo-o para que ilumine o meu dia.


Mas apenas a cor cinza cobre a vida à minha volta.


Depois peço encarecidamente o brilho dos teus olhos…


Para que fique preso nos meus.


Mas não o sinto, não o vejo.


Mendigo o calor das tuas mãos…


E estendo as minhas na tua direcção e espero…


Mas espero em vão.


Pergunto-te no meu coração se pensas em mim…


Mas apenas recebo um silêncio rotundo, desconfortável.


Depois, dentro de mim a certeza de que não me vês.


Sou transparente, talvez feita de vidro, talvez feita de ar.


Sou uma mendiga…


Sou uma mendiga de beira de estrada…


Igual a qualquer mendigo que pede esmola num passeio de rua.


Mendigo e estendo as mãos e escondo o olhar tímido.


Sou uma mendiga da tua atenção.


Mendigo um pouco de ti na beira da tua estrada.


E espero.


Em vão. Espero sempre em vão.


 


Cláudia M.



publicado por magnolia às 12:16
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Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011
Desencantada...

 

 

 

 

 

Dou por mim a resistir à verdade violentamente. Não quero aceitar que já não acredito nos sentimentos dos homens. Digo que sim, que são capazes de amar incondicionalmente, mas não acredito. No dia a dia, o primeiro pensamento, aquele que nunca, mas nunca, consigo controlar, é de pura desconfiança. Não quero sentir assim. Não quero pensar assim. Dói que o meu coração contradiga a minha razão. Quando alguém se casa, penso no para quê que o vão fazer se vai acabar em divórcio? Quando vejo casais consolidados, já mais velhos, penso que estão juntos por obrigação e penso com mágoa que ele já não a mima, não a respeita, não a ouve, não faz amor com ela e que vivem uma vida feita de rotinas, deveres e obrigações. 

 

Talvez seja pelo elevado número de mulheres divorciadas que conheço. Talvez seja pelas histórias dolorosas que me contam as mulheres cujos sonhos de felicidade foram defraudados, mães que arcam com a responsabilidade de criar filhos sozinhas, mulheres maltratadas fisica e psicologicamente pelos mesmos homens que as juraram amar e respeitar para sempre. 

  

O desencanto instalou-se no meu espirito frágil. Os meu próprios problemas mutilaram para sempre a minha confiança nos sentimentos alheios. A minha capacidade de acreditar que o amor existe, que o respeito existe, que a partilha é possivel, tudo isso ficou perdido algures num passado muito distante. A minha própria história fez de mim uma mulher pessimista, amarga, triste, mal-amada dirá quem me lê. Não sei contar com mais ninguém que não seja eu. Não consigo acreditar que alguém consiga nutrir sentimentos reais e sinceros por mim.

  

Serei capaz de mudar estes sentimentos? Não sei. O que sei é que fico tão enternecida quanto triste quando vejo um casal jovem ou menos jovem em que ele lhe dá um beijo terno e ela sorri como se nada mais existisse além daquele momento... que só me apetece chorar.        

 

 


sinto-me: :(

publicado por magnolia às 16:39
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Domingo, 21 de Março de 2010
desabafos de fim de noite....

 

imagem retirada da net

 

 

 

Por vezes as lágrimas não pedem licença, avançam pelo rosto, chegam ao queixo e despenham-se no abismo. São salgadas, sinto-as quando passam suavemente nos meus lábios entreabertos. O rímel desfaz-se e torna o meu rosto estranho, como se não pertencesse a este mundo. Podia ser um rosto perdido num filme de terror de quinta categoria. Mas em vez disso é um rosto cansado de alguém que não sente que a vida é capaz de lhe reconhecer o direito à felicidade. 

 

O tempo passa inexoravelmente e e deixa marcas no meu rosto, nas minhas mãos, mas essencialmente na minha alma sedenta. O tempo passa. O tempo passa sem retorno. O tempo passa e a vida passa e eu sinto-me a esvair-me. Os sentimentos, esses prodigiosos acessórios com que nos brindaram ao nascer, fazem-me  infeliz. Cada dia mais.... Seria bom poder deixar de sentir a vida tão intensamente, Seria bom se pudesse apenas viver, ligeiramente anestesiada, um dia após outro, sem sobressaltos. Sem desejos intensos, sem necessidades extremas. 

 

É tarde......mas é quando sinto tudo mais intensa e dolorosamente....

 

Um desabafo.....preciso de os deitar cá para fora como pão para a boca....

 

 

 


sinto-me: ...

publicado por magnolia às 01:55
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Sábado, 18 de Abril de 2009
Mankind is no island

 

A minha amiga Dulce mandou-me este video e eu não resisto a colocá-lo aqui para que todos o possam ver também. A mim tocou-me profundamente....

 

 

 


sinto-me: pensativa

publicado por magnolia às 10:26
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Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009
Gostam de um bom filme de amor?

 

 

 

 

Se o que apetece é ver um filme onde o amor é a nota sonante, então vejam este filme lindissimo, passado entre paisagens lindissimas....eu chorei...mas pronto, eu sou uma chorona, não é?

 

 

Sinopse:

Kitty sente-se prisioneira de um casamento infeliz e de um estilo de vida que está longe de ser aquele com que sempre sonhou. Sem que tivesse obtido a notoriedade social que desejava e afastada do seu país e da família devido à profissão do marido – bacteriologista destacado para Hong Kong –, a jovem acaba por encontrar algum consolo numa relação extraconjugal. Mas a traição acaba por ser descoberta pelo marido, que leva a cabo uma estranha e terrível vingança… Em O Véu Pintado, Somerset Maugham faz, através da história do acordar espiritual da adorável e fútil Kitty Fane, uma extraordinária caracterização da presença britânica na China e apresenta-nos, como é seu apanágio, uma admirável galeria de personagens


sinto-me: chorona

publicado por magnolia às 00:31
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Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009
Negro céu


imagem retirada da net


 


 


Olho o céu de negro toldado


Sinto-me só, triste, angustiada


Na garganta um nó apertado


Pela tua ausência prolongada


 


Vejo as escuras ondas altas do mar


É como se estivessem dentro de mim


Querendo tudo destruir ao passar


Num ir e vir sem nunca ter fim


 


Sinto a brisa que passa ligeira


Cheirando a sonhos e maresia


Envolvendo-me toda, inteira


Como em outros dias de alegria


 


Estou triste, não nego a verdade


E já não sei o que fazer ou dizer


Para acabar com esta ansiedade


Que sinto em mim por não te ter


 


Tantos sonhos que desapareceram


Coisas que foram ficando para trás


Desejos que tive e que morreram


E de sonhar já não me sinto capaz


 


Olho o céu que ameaça tempestade


E sinto-o igual ao meu coração


Que transborda de saudade


De negrume e desolação


 


É triste, a solidão é muito triste


E é um vazio difícil de preencher


Receita para a solidão não existe


Já não sei que mais hei-de fazer…


 



publicado por magnolia às 01:04
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