Falar sobre tudo e mais alguma coisa

Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2014
Fábula

 

imagem retirada da net

Aviso: texto delico-doce, mas não demasiado.

Havia um homem na Terra entre muitos. O homem era rico. E também poderoso. Tinha uma fisga gigante denominada catapulta. Com ela lançava objectos ao longe com o intuito de acertar numa árvore. Esses objectos eram pessoas que não eram ricas. Eram os pobres e oprimidos. Era um desporto comum entre os ricos, esse jogo de brincar com os pobres. Quando a pessoa pobre acertava na árvore ao longe o homem rico ria-se. Ria-se tanto que ficava com dores de barriga. Mandava buscar o pobre para lhe massajar a barriga que ficara a doer da risada. O pobre massajava-lhe a barriga e ele ficava com sono. O homem rico quando ficava com sono ficava maldisposto. E o homem rico para se livrar da má disposição atirava o homem pobre com a catapulta. Quando o pobre acertava na árvore ao longe ria-se. E ria-se tanto que ficava com dores de barriga.

Um dia desceu à Terra um enorme objecto de metal luminoso. Houve quem lhe chamasse Objecto Voador Não Identificado. Desse, doravante denominado O.V.N.I, saíram Seres, não muito diferentes de nós, mas que traziam Bondade no Semblante. Era coisa rara na Terra pois só havia ricos que se riam muito e tinham marcas de maldade na cara ou pobres que andavam tristes e humilhados e só tinham marcas de angústia na cara. De gente feliz não havia rasto há largas centenas de anos. Os ricos estavam a matar a Terra. As árvores estavam a morrer pois de cada vez que um rico respirava levava uma grande parte do oxigénio necessário à sobrevivência da Humanidade mas também expirava uma substância mortal que aos poucos ia destruindo tudo em redor chamada Ambição Desmedida.

Os Seres que saíram do O.V.N.I. vinham em missão. Havia num lugar distante do Universo um lugar chamado Ministério da Justiça Universal. Era bastante longe  da Terra, mas houve um O.V.N.I que um dia passou perto da Terra e viu o que estava a acontecer com os seus poderosos binóculos. Reportaram o que viram ao Ministério da Justiça Universal pois acharam que sozinhos, aqueles pobres não se poderiam libertar das garras dos homens ricos, que sofriam de Ambição Desmedida. E por ser uma tarefa demasiado hercúlea para gente tão fustigada pela maldade pediram ajuda.

Os Seres com Semblante Bondoso doravante denominados S.S.B, traziam um documento onde dizia que a riqueza da Terra teria que ser redistribuída. As riquezas naturais e as riquezas materiais. Os homens ricos teriam que escolher entre ter riqueza material ou ter árvores e cada parte ocuparia uma parte separada da Terra. Os homens ricos  por causa da sua Ambição Desmedida escolheram a riqueza material, por isso os pobres levaram consigo todas as árvores. Não foi posto em causa quem escolhia primeiro pois o S.S.B. tinham o dom da omnisciência e sabiam que o caso terminaria com Justiça.

Quando anos mais tarde os S.S.B. regressaram para cumprimentar os homens na Terra, viram os corpos dos ricos caídos pelo chão, apenas ossos, mas ostentando ainda as roupas das melhores marcas e os anéis de ouro nas falanges. Ainda se viam os corvos a sobrevoar os corpos. As casas estavam abandonadas e a cair, cheias de detritos de pássaros e outros animais. As ervas daninhas cresciam em volta das catapultas o bicho da madeira tinha dado nelas.  

Num lugar afastado do caos onde tinham vivido os ricos, estavam as árvores e entre elas estavam os homens outrora denominados pobres, que agora já não carregavam na cara a angustia. Tinham o Ar Mais Puro do Universo e viviam da terra, sendo essa a riqueza suprema a que aspiravam. Já não eram pobres nem oprimidos porque já não havia opressores. Era apenas gente feliz cuja maior ambição era viver em Harmonia por oposição ao tempo em que tinha vivido em opressão.   

 

Cláudia Moreira

 



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Quarta-feira, 22 de Maio de 2013
Ainda sobre o Martim Neves

 

 

A propósito disto devo dizer que apesar do assunto ser delicado e apesar de eu estar absolutamente a favor da luta de todos os que ganham o nosso vergonhoso ordenado mínimo, não posso deixar de louvar a atitude empreendedora do Martim e de achar que a Raquel Varela, não deve saber o que é não ganhar NENHUM dinheiro. Quem tem bocas para sustentar tem que ser muito ponderado na sua luta. É injusto, mas é o que temos no momento. Lutar sim e sempre, mas com assertividade. 

 

Além disso, que culpa tem o Martim do estado do país? Ela nasceu há 16 anos, não contribuiu em nada para o estado caótico em que nos encontramos, e, pelo que está a fazer, está a ajudar a fomentar a economia. Muito melhor atitude do que o resto dos miúdos (e graúdos) que mesmo desempregados e contas para pagar se sentam no café a tarde toda ou andam a pedinchar carimbos, nunca perguntando por trabalho. 

 

Estou com o Martim.



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Terça-feira, 21 de Maio de 2013
Para ouvir com atenção e pensar!


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Sexta-feira, 10 de Maio de 2013
Atitude é tudo!


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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2013
I wish....



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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2013
pensamento do dia




gostava muito mais quando isto (a blogo) não era tão quid pro quo



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Sexta-feira, 7 de Setembro de 2012
Tolerantia

Para pensar.

 



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Segunda-feira, 21 de Maio de 2012
Histórias que habitam a minha memória e me fazem sorrir!

 

Dele...

 

 

Lembro-me bem porque não foi assim há tanto tempo, vá, foi assim tipo anteontem, que ouvia avidamente tudo o que se dizia sobre filhos, partos e afins. Coisas de mãe de primeira viagem. Ainda faltavam uns dias mas as vozes, ah! As vozes!, diziam-me tantas coisas… “Ah e tal porque a mim aconteceu-me isto” “ e a mim aquilo”, “e ai porque se não fosse depressa não sei que seria”, “ai, que me rebentaram as águas e não dei conta”. E eu, ai o caneco, tanta conversa. E depois eu a encaixar na minha pessoa tudo o que as outras tinham tido! Fui para casa a matutar. Lembro-me que a chuva não parava de cair e cheguei ensopada da cabeça aos pés. Subi os 12 andares até casa, de elevador pois claro. Embora pudesse, sem qualquer problema, subir pelas escadas porque só tinha mesmo a mais a barriguita proeminente, as 38 semana diziam-me coisas como “cuidado” e “não abuses”. Olhei pela janela lá do alto e perscrutei o horizonte em busca do mar. Tinha escurecido tão depressa como escurece sempre em Janeiro. Sabia que ele estava ali à minha frente, podia adivinha-lo por entre os telhados dos prédios mas na escuridão daquela noite só o podia ver quando os relâmpagos cortavam a noite de cima abaixo. Sentia-me inquieta. Pensei que mal não fazia ir ao hospital e fazer-me de ingénua, vá, fazer-me não, porque o era nesses assuntos de maternidade, rebentamento de águas e partos. Disse ao pai do rapazinho que habitava a minha barriga há oito meses e meio que o melhor era ir até lá e ver.

Entramos pela porta da frente e o hospital estava deserto. Não sei se era por causa da tempestade ou se foi uma altura sem doenças ou acidentes, o certo é que o silêncio era total. E medonho! Subimos as escadas de madeira antiga até ao primeiro andar e ninguém nos impediu. Avançamos pelos corredores rodeados por uma imensa escuridão e só depois percebemos que o hospital estava sem electricidade! Foi então que a parteira do turno da noite, que por sinal era minha conhecida, nos apareceu vinda de um cubículo onde estava a tratar da papelada à luz de um petromax. Pensei que só poderia estar enfiada num filme de terror de muito pouca qualidade. Era ali que o ia nascer o meu filho? O meu primogénito? O meu mais que tudo?

A minha amiga encaminhou-nos para uma sala, sempre imersos num estranho silêncio, onde não se ouviam sequer máquinas a medir batimentos cardíacos como seria de esperar naquele lugar. Disse-me que não, que não seria naquela noite. Disse-me: “volta amanhã, mas não aqui, vai para o hospital da cidade vizinha”. Ao que constava tinha mais luz e mais condições para trazer crianças ao mundo. E eu no dia seguinte fui, portanto ontem, e o meu filho nasceu, mais cedo do que o esperado, ansioso por conhecer o mundo! Nasceu num fim de tarde muito escuro e de muita chuva, cujas gotas grossas se desfaziam nas vidraças das janelas antigas do hospital. O meu filho lindo, fofinho e frágil chegava ao mundo ao som dos dinossauros, uma série que eu gostava tanto e em que o bebé dinossauro dava com uma frigideira na cabeça do pai e dizia: tu não és a mamã, tu não és a mamã! E eu, tão agradecida por aquela dádiva da vida, sorria. Já o tinha nos braços a respirar, perfeito! Tinha sido uma aventura e tanto! O dia anterior, aquele dia, e embora eu não soubesse ainda naquele momento, todos os dias seguintes seriam uma imensa aventura, até este preciso momento em que escrevo estas palavras. O mundo inteiro pode não fazer sentido, mas quando olho nos olhos do meu filho, ou quando me abraça ao ponto de me fazer doer e me chama pequeninha e baixinha eu sorrio, feliz, esquecida de todos os problemas e mágoas do mundo. 

 



publicado por magnolia às 17:15
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Quinta-feira, 10 de Maio de 2012
Deixá-los voar!

 

Se eu roesse as unhas já não as tinha e desconfio que nem dedos! Mãe sofre quando tem que largar as crias no mundo. As primeiras vezes custam mais. O primeiro dia do infantário, a primeira viagem de estudo, a primeira festa sem pais, a primeira saída à noite, a primeira namorada... Hoje é a vez da primeira entrevista para emprego. Apeteceu-me ir com ele para o guiar e apoiar, mas a lei da vida diz que os devemos deixar voar sozinhos quando chega a hora... por isso hoje lá foi ele, voar sozinho pelos céus aberto da vida adulta...



publicado por magnolia às 14:04
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Sexta-feira, 20 de Abril de 2012
Não pude deixar de ouvir...

 

...e de me entristecer com o que ouvi. Ontem faltou-me detergente da louça e fui ao supermercado. Como estava com o meu filho pedi-lhe que fosse ele lá buscar e eu esperei no carro, entretida com o livro que ando a ler. Pouco depois levantei os olhos do livro, porque ouvi uma mãe e dois filhos a saírem do supermercado e um deles amuado e a repetir sem parar:

- Tu não gostas de mim!

E a mãe dizia: gosto.

- Tu não gostas de mim porque não me compras o que eu quero!

Repetia o miúdo. O tom de voz era de birra de menino mimado. 

 

Não pude deixar de ouvir e não pude deixar de olhar. Aquela jovem mãe de certeza que está a fazer o melhor que pode e sabe pelos filhos. E aquele miúdo é uma criança, ainda sem maturidade para saber que uma coisa não está ligada à outra. No entanto não pude deixar de me sentir chocada e triste. Desiludida também. 

 

Afinal, que sociedade é esta em que vivemos? Que educação temos e damos? Que valores transmitimos? Quanto valem os sentimentos? E que adultos teremos no futuro? E de quem é a culpa?

 

Talvez a culpa deste exagero consumista em que vivemos seja dos pais porque não têm tempo para os filhos e substituem o amor pelos presentes. Talvez a culpa seja dos empresários que à custa de quererem vender os seus produtos a todo o custo usam e abusam das campanhas de marketing com que nos bombardeiam na rua, na televisão, nas revistas e em todo o lado. Talvez a culpa seja do progresso. Talvez nem seja culpa de ninguém e até fosse um miúdo mau feitio...Talvez não hajam culpados. Pelo menos culpados únicos. Talvez carreguemos todo um pouco essa culpa.

 

Fiquei a pensar nisso. Fiquei com o coração apertado a pensar no futuro de muitas das nossas crianças. Não estaria na hora de reverter um pouco as coisas? Contra mim falo...que também faço parte desta sociedade. Mas pensando bem...acho que sim, que estaria na hora de voltarmos a ensinar as crianças a brincarem ao botão, à macaca, ao lencinho, aos índios e aos cowboys. Se calhar está na hora de deixarmos de nos embalar pela televisão para esquecer o vazio de sentido que nos rodeia e optar pela leitura em conjunto com os nossos filhos ou deixá-los cozinhar connosco mesmo que se sujem e fazem disparates. Está na hora de voltar às coisas simples, ao pão com doce feito em casa e à limonada. talvez esteja na hora de mudar para que nos futuro não vejamos com tristeza os nossos filhos transformados em adultos tristes e inconformados.

 

Digo eu, que não sou versada em nada destes assuntos... 



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Cláudia Moreira

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