Falar sobre tudo e mais alguma coisa

Segunda-feira, 22 de Março de 2010
Livre finalmente

 



 


 


 


Foi como se tivesse estado fechada numa masmorra


Foi como se nunca tivesse sentido o calor do sol


Nem o cheiro do mar


Nem a brisa do fim de tarde


Foi como se nunca tivesse sentido a força de um beijo


Nem a ternura de um abraço


Nem o amor inteiro num olhar


Foi como se nunca tivesse vivido


Depois,


Num dia de Abril, revoltada tirei as algemas


Cortei as grilhetas e explodi


Na violência do acto não ficou pedra sobre pedra


Pude então ver o mundo inteiro como nunca tinha o visto


Pude então senti-lo, absorve-lo, bebe-lo,


Um mundo inteiro só meu, inteiro só meu


As pessoas e as coisas e o sol e o mar


Estava livre finalmente livre para poder sentir


Sem paredes feitas de preconceito e ideias feitas


Sem falsos pudores, sem críticas destrutivas


Estava livre finalmente para poder VIVER


 


 


 



publicado por magnolia às 14:33
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Quarta-feira, 17 de Março de 2010
Pela Liberdade!



 


 


Pela liberdade


Pela verdade


Pela seriedade


Pela serenidade


 


É por tudo isto que luto sem descanso


Com as armas erguidas e a voz gritante


É por ela que não me calo nem amanso


É uma busca sem tréguas, incessante


 


Liberdade, cálice sagrado da vida


Que todos buscamos intensamente


Andas por ai ligeiramente perdida


Mas nunca no coração de quem a sente


 


Eu sinto-a, e um dia completamente livre eu hei-de ser


Não tenho muitas armas para lutar


Mas tenho alma e sei escrever


E será sempre essa a arma que irei usar


 


Sei que sou apenas um grão de areia


Levado pelo vento num imenso deserto


Mas se houver um apenas que me leia


Então já valeu a pena por certo


 


Escreverei até ter feridas nos dedos


No papel gravarei um grito, um testemunho


Libertarei palavras, vitórias e medos


Um livro sempre, um livro sempre em punho


 



publicado por magnolia às 12:40
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Sábado, 25 de Abril de 2009
LIBERDADE

imagem retirada da net

 

 

Liberdade

 

Na altura eu deveria ter cerca de seis meses. Talvez ainda nem gatinhasse, talvez ainda nem palrasse. Não andei de cravo ao peito, nem marchei nas ruas gritando a palavra de ordem: liberdade! No entanto, foi este dia que me permitiu ser hoje muito daquilo que sou. Sem os bravos de Abril, hoje viveria numa ditadura, num regime autoritário e egocêntrico. Viveria censurada. Viveria assustada. Viveria calada. Viveria torturada por uma maneira de governar capitalista e injusta.

Não me imagino a não poder dizer o que penso, o que sinto, seja isso a favor ou contra a forma de agir do governo. Não me imagino a não poder votar, a não ter uma palavra a dizer sobre quem nos governa. Não posso sequer imaginar viver num regime onde a policia nos controla os passos, não para nos proteger dos malfeitores, mas para nos oprimir, para verificar que não tenhamos ideias que sejam contra as ideias dos senhores governadores. Não me imagino a viver num pais onde nos querem moldar, tolher o pensamento, prender os movimentos.

Mesmo assim, muito mais poderia ser feito. Não vivemos numa ditadura, mas vivemos num país que atravessa um momento crítico. Cada dia vemos mais diferenças sociais, mais pobres, mais gente triste, mais desemprego. Talvez o dia de hoje seja um bom dia para pensar nisto. Embora eu saiba que ninguém com poderes para mudar alguma coisa me vai ler, não quero deixar de apelar ao universo, a deus, a quem for capaz de interceder juntos dos senhores do poder para que estes pensem bem se acham que o povo português está feliz, está vestido, está alimentado, está educado. Se todos têm o necessário para viver, se todos têm as mesmas oportunidades de estudar, as mesmas oportunidades de emprego, se todos tem acesso à saúde, à cultura, ao descanso. Abril não deve ser esquecido, não pode ser esquecido! Temos que o ter muito presente, para que não incorramos em erros do passado. Não deixemos que nos voltem a agrilhoar a voz!

Sou uma voz do povo, não muito audível, mas muitas como a minha, juntas, talvez seja possível fazer-se ouvir. Pelo menos eu tenho esperança nisso!

Viva a LIBERDADE!

 

 

 


sinto-me: revolucionária

publicado por magnolia às 16:45
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Quarta-feira, 23 de Julho de 2008
Ok, ok, eu sei, isto não passa de um sonho…

imagem retirada da net

 

 

 

É sempre nesta altura do ano que a minha costela de hippie dá sinais de vida.

Começa por ser um breve olhar, depois um sorriso aberto, a seguir um suspiro profundo, depois um ligeiro saltitar e por fim já este coração dá pulos à maluca! São estes os sintomas quando vejo passar uma velha caravana e lá dentro, um ou dois lobos solitários, de cabelo comprido, vários brincos, roupa velha que não condiz, sandálias artesanais e um olhar tranquilo.

Confesso, pronto. Eu confesso que sinto inveja (saudável) dessas pessoas que não tem casa para pagar, nem contas da água, luz e condomínio. Que não tem quatro ou cinco assoalhadas para limpar. Que tudo o que precisam para viver e serem felizes cabe dentro daquele espaço pequenino.

 Mas acima de tudo, sinto que eles são felizes porque são livres. Que não estão amarrados aos bens materiais, às normas, aos preconceitos. Que não se importam de não ter mais móveis, mais um plasma ou dez pares de sapatos. Nem se importam que as pessoas os olhem como aberrações. E o dinheiro é apenas uma forma de pagar o pão do dia a dia. E que o modo de vida não é mais do que uma forma de sobreviver.

Viajam pelo mundo, sem amarras, sem grilhetas. Sim, sinto uma certa inveja destas pessoas que não tem horário para entrar ao trabalho, nem hora para jantar. Que não precisam de relógio nem despertador. Que o tempo é todo deles.

Sinto que o tempo é mais tempo quando não se tem pressa, que a beleza de um campo de flores é maior quando se pode parar e senti-lo e olha-lo, longamente, sem pressas, que o por do sol é mais belo quando não se tem nada à espera e tudo o que importa é o por do sol….

Começo a pensar nisto e já me imagino de cabelos ao vento, saia comprida e chinelos, num dia em que os termómetros marcam 35º, a J.J. aos berros no rádio roufenho, os miúdos atrás aos saltos, e todos em coro a tentar acompanhar a letra sem sucesso. E é nesta altura que vemos uma bela cascata e sem ter pressa, nem desejos de ir para mais lado nenhum, mergulhamos para um belo banho nessas águas cristalinas…

 

Magnólia farta de estar aqui presa…

 

 

 


sinto-me: prisioneira
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publicado por magnolia às 16:01
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Sexta-feira, 18 de Julho de 2008
Alma de pássaro

 



 


Foto de Rita Moreira


 


 


Abro as asas e deixo-me cair


No vazio, sem destino, a voar


Fecho os olhos para bem sentir


A brisa fina que me vem acarinhar


 


Voo livre pelo enorme céu aberto


Sem tecer mais pensamentos


E assim, nesse céu eu me liberto


De uma vida inteira de tormentos


 


Abro os olhos e vejo a imensidão


Da terra, do campo e do mar


A alma fremente de emoção


Saltita e não a consigo agarrar


 


Sinto o cheiro, a cor da natureza


E um sorriso abre-se em mim


Perante tanta e tão grande beleza


Ao ver o mundo pequeno assim


 


Voo no meio das árvores, das flores


Das abelhinhas e das mariposas


Com mil cheiros, com mil cores


Tantas coisas belas, maravilhosas


 


Feliz, de sorriso nos lábios, serena


Olhos abertos para tudo alcançar


Leve, mais leve do que uma pena


Pássaro eu quero para sempre ficar…


 


Magnolia18-07-2008


 


 



publicado por magnolia às 15:38
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