Falar sobre tudo e mais alguma coisa

Terça-feira, 10 de Dezembro de 2013
2013 - os livros que li, os filmes que vi e ainda outras coisas que vivi

Dentro do Segredo - José Luis Peixoto

 

 

Há algo de muito especial na escrita de José Luis Peixoto. Ponto.

Há algo de simples e complexo que não se defini em palavras. Ponto.

 

Agora sobre este livro: não sendo um romance, é como se fosse. É um diário de uma viagem, em que o JLP nos fala das coisas que viu, mas a forma tão simples como as descreve e como acrescenta as histórias pessoais, os telefonemas a casa, os medos e as alegrias, acaba por transformar este livro numa história muito bela, fazendo com que embarquemos com ele no avião, e sigamos rumo à Coreia do Norte com ele, vivendo tudo o que ele viveu, sentindo tudo o que ele sentiu. 

Confesso que enquanto fui lendo o livro fui sentido que estava lá, que via o que ele estava a ver, cheirava o que ele estava a cheirar e até que sentia o paladar do que ele estava a comer.

 

É por isso, por todas estas coisas que ele consegue transmitir tão bem que eu sou fã incondicional da obra dele e recomendo a leitura de todos os seus livros, do primeiro ao último!

 

 

Sinopse da Wook
Desde o interior da ditadura mais repressiva do mundo, desde um país coberto por absoluto isolamento, Dentro do Segredo. Em abril de 2012, José Luís Peixoto foi um espectador privilegiado nas exuberantes comemorações do centenário do nascimento de Kim Il-sung, em Pyongyang, na Coreia do Norte. 

Também nessa ocasião, participou na viagem mais extensa e longa que o governo norte-coreano autorizou nos últimos anos, tendo passado por todos os pontos simbólicos do país e do regime, mas também por algumas cidades e lugares que não recebiam visitantes estrangeiros há mais de sessenta anos. 

A surpreendente estreia de José Luís Peixoto na literatura de viagens leva-nos através de um olhar inédito e fascinante ao quotidiano da sociedade mais fechada do mundo. Repleto de episódios memoráveis, num tom pessoal que chega a transcender o próprio género, Dentro do Segredo é um relato sobre o outro que, ao mesmo tempo, inevitavelmente, revela muito sobre nós próprios.


publicado por magnolia às 13:28
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Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010
LIVRO - José Luis Peixoto

 

 

É hoje o lançamento oficial do LIVRO (da Quetzal) de José Luis Peixoto, em Lisboa. Quem me conhece sabe que já estou aos pulinhos para o ter nas mãos. Cá no Porto será dia 28 de Setembro de 2010, ainda não tenho conhecimento da hora/local mas saberei brevemente.

 

Deixo aqui a biografia do José Luis Peixoto e um pequeno resumo do novo romance, que, não tenho qualquer dúvida, nos vai fazer querer abrir o livro e só o fechar quando já não houver mais palavras escritas...

 

E agora aqui na nossa grande aldeia do sapinho verde o blog oficial do JLP escrito pelo próprio!

 

 

Biografia:

José Luís Peixoto nasceu a 4 de Setembro de 1974 em Galveias, Ponte de Sor. É licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Inglês e Alemão) pela Universidade Nova de Lisboa. A sua obra ficcional e poética figura em dezenas de antologias traduzidas num vasto número de idiomas e estudada em diversas universidades nacionais e estrangeiras. Em 2001, recebeu o Prémio Literário José Saramago com o romance Nenhum Olhar, que foi incluído na lista do Financial Times dos melhores livros publicados em Inglaterra no ano de 2007, tendo também sido incluído no programa Discover Great New Writers das livrarias norte-americanas Barnes & Noble. O seu romance Cemitério de Pianos recebeu o Prémio Cálamo Otra Mirada, atribuído ao melhor romance estrangeiro publicado em Espanha em 2007. Em 2008, recebeu o Prémio de Poesia Daniel Faria com o livro Gaveta de Papéis. Os seus romances estão publicados na Finlândia, Holanda, no Brasil, nos Estados Unidos, entre outros países, estando traduzidos num total de dezoito idiomas.

 

Sinopse:

Este livro elege como cenário a extraordinária saga da emigração portuguesa para França, contada através de uma galeria de personagens inesquecíveis e da escrita luminosa de José Luís Peixoto. Entre uma vila do interior de Portugal e Paris, entre a cultura popular e as mais altas referências da literatura universal, revelam-se os sinais de um passado que levou milhares de portugueses à procura de melhores condições e de um futuro com dupla nacionalidade. Avassalador e marcante, Livro expõe a poderosa magnitude do sonho e a crueza, irónica, terna ou grotesca, da realidade. Através de histórias de vida, encontros e despedidas, os leitores de Livro são conduzidos a um final desconcertante onde se ultrapassam fronteiras da literatura. Livro confirma José Luís Peixoto como um dos principais romancistas portugueses contemporâneos e, também, como um autor de crescente importância no panorama literário internacional.

 

 


sinto-me: :)

publicado por magnolia às 15:13
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Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009
jose luis peixoto

 

 

 

Eu já aqui falei antes de José Luis Peixoto, mas nunca é demais falar de um génio e, mais ainda, de um génio português. José Luis Peixoto nasceu em 1974, em Galveias, Ponte de Sôr, no coração do Alentejo. Ganhou vários prémios ao longo da sua carreira literária e é reconhecido como um dos maiores e melhores jovens escritores da actualidade na Europa. Depois desta ligeira apresentação, ligeira sim, porque muito mais havia a dizer, vou falar da sua escrita e do que me diz a sua escrita. Não vou falar de nenhum destes livros em especial, já copiei para baixo de cada capa a sinopse, vou falar de todos. 

Há muito que me tornei uma seguidora fiel da escrita de Jose Luis Peixoto. Verdadeiramente desde o primeiro livro que li (cal) que nunca mais deixei de procurar os seus livros e devorá-los, sim é mesmo essa a palavra, devorá-los. Desejar que o sono não venha para poder terminar, fazer noitadas e acordar de olhos inchados. Chorar. Rir. Imaginar os mundos que ele descreve, entrar dentro das personagens que ele cria. Tentar entrar um pouco no riquissimo mundo interior do escritor. 

Recomendo vivamente que adquiram os livros ou que vão a uma biblioteca buscar. Deliciem-se, aprendam, aproveitem. Ficarão mais ricos depois de cada palavra. Ficarão mais sábios. 

 

 

 

 

 

sinopse
Duas novelas escritas propositadamente para a Série Inéditos da Sábado do mais reconhecido autor da nova geração.

 

 

 

Morreste-me, texto que deu a conhecer o jovem escritor José Luís Peixoto, é uma obra intensa, avassaladora e comovente: é o relato da morte do pai, o relato do luto, e ao mesmo tempo uma homenagem, uma memória redentora.
Um livro de culto há muito tempo indisponível no mercado português.

 

 

sinopse
Numa aldeia do Alentejo, com um pano de fundo de uma severa pobreza, o autor vai tecendo histórias de homens e mulheres, endurecidos pela fome e pelo trabalho, de amor, ciúme e violência: o pastor taciturno que vê o seu mundo desmoronar-se quando o diabo lhe conta que a mulher o engana; o velho e sábio Gabriel, confidente e conselheiro; os gémeos siameses Elias e Moisés, cuja terna comunhão se degrada no momento em que um deles se apaixona; ou o próprio Diabo. As suas personagens são universais, assim como a sua esperança face à dificuldade.«... a partir da segunda ou terceira sequência ficamos seguros de que a inclinação é fatal: vamos embater num limite, num muro, num enigma, na origem do mundo e no desastre final...»

 


sinto-me: :)

publicado por magnolia às 18:37
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Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
Cemitério de Pianos

 

Terminei mais um livro de um dos meus autores preferidos de todos os tempos: José Luis Peixoto. Este livro, Cemitério de Pianos, é talvez uma das melhores obras do José Luis peixoto na minha opinião. Conta a história de uma familia igual a tantas outras e no entanto diferente de tantas outras familias, unica, fala das suas dores, dos seus problemas familiares, dos sentimentos, dos anseios e angustias. Conta de forma simples mas sem duvida maravilhosa o que se passa dentro de cada uma destas personagens. Consegue com a sua escrita transportar-nos para dentro do livro. É tão verdade isto, que durante toda a leitura eu visualizei as pessoas, as casas, os vestidos, os objectos, as ruas, foi como se estivesse lá. Recomendo vivamente a leitura deste livro tão belo, tão humano, tão cheio de sentimento.

 

 

sinopse

Numa Lisboa sem tempo, entre Benfica e o centro, nascem, vivem, sonham, amam, casam, trabalham e morrem as personagens deste livro. No ventre de uma oficina de carpintaria aninha-se o cemitério de pianos, instrumentos cujo mecanismo, à semelhança dos seres que os rodeiam, não está morto, encontrando-se antes suspenso entre vidas. Exílio voluntário onde se reflecte, se faz amor, lugar de leituras clandestinas, espaço recatado de adúlteros, pátio de brincadeiras infantis e confessionário de mortos, é o espaço onde se encadeiam gerações.

Os narradores – pai e filho –, em tempos diferentes, que se sobrepõem por vezes, desvendam a história da família, numa linguagem intercalada de sombras e luz, de silêncio e riso, de medo e esperança, de culpa e perdão. Contam-nos histórias de amor, urgentes e inevitáveis, pungentes, nas quais se lê abandono, violência doméstica e faltas nem sempre redimidas que, no entanto, acabam por ser resgatadas pelo poder esmagador da ternura e dos afectos. Falam-nos de morte, não para indicar o fim, mas a renovação, o elo entre as gerações e a continuação: o pai – relação entre dois Franciscos, iguais no nome e no destino, por um gerado, do outro genitor – nasce no dia da morte desse primeiro Lázaro; o filho, neto do seu homónimo, morre no dia em que a sua mulher dá à luz.

José Luís Peixoto oferece-nos um texto mágico, no qual se cruzam, numa interacção fluida, diálogos cúmplices com a grande tradição da literatura portuguesa e universal

 


sinto-me: ...

publicado por magnolia às 13:42
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Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009
Uma casa na escuridão - José Luis Peixoto

imagem retirada da net

 

Está tudo dito ali em baixo sobre o livro. Tudo o que eu disser será na mesma linha de pensamento. Só me resta recomendar vivamente o livro e o autor, de quem sou fã incondicional! Creio que é um dos escritores que entrou na minha vida e jamais sairá, porque adoro a forma como escreve, como se mostra. Adoro a sua sensibilidade, a sua forma de retratar o mundo, as pessoas e os seus mundos interiores.

E agora, José Luis Peixoto, se por qualquer motivo tropeçares neste blog e neste post, gostaria que soubesses que tens aqui uma admiradora dos teus livros, da tua alma, de ti inteiro! Incondicionalmente!

 

Sinopse
Uma das revelações da literatura portuguesa dos últimos anos (o seu primeiro romance, "Nenhum Olhar" foi vencedor do Prémio José Saramago, finalista dos prémios APE e Pen Clube e já está traduzido em várias línguas; o livro de poemas, "A Criança em Ruínas" já vendeu quatro edições), José Luís Peixoto, 28 anos, colaborador do DNa e do JL, publica de uma assentada dois livros, que, sendo autónomos, se completam: o romance "Uma Casa na Escuridão" e o livro de poemas "A Casa, a Escuridão". Casa que é vida (a nossa vida), casa que é livro, casa que é escrita. Ou, como diz o autor em entrevista ao DN (6.11.02): "A casa lê-se e, obviamente, a casa escreve-se. A casa, neste livro, é o reduto mais interior de cada indivíduo. Os alicerces, as paredes que, ao longo dos anos, cada pessoa constrói à sua volta. Nesse sentido, cada pessoa é uma casa. Cada pessoa é um espaço onde resquícios do passado permanecem no presente. Também as pessoas têm divisões: quartos e salas. As pessoas - ou melhor, aquilo que mais conta nas suas vidas -, constituem, para mim, a matéria fundamental da escrita."
O amor, o ódio, a amizade, a felicidade, o sofrimento, a guerra, o absurdo, o mal, estão ali no romance, estão ali nos poemas, porque estão ali também no mundo. O mundo que o autor foi literalmente descobrindo à medida que escrevia o livro. Ainda na entrevista ao DN: " A escrita deste livro foi paralela à minha descoberta pessoal do mundo. 'Uma Casa na Escuridão' foi escrito em vários países do mundo, muitos dos quais foram países que visitei pela primeira vez. Este livro tem uma cosmovisão consciente. Nessas viagens, percebi que aquilo que é essencial é comum, apenas as representações desses elementos poderão variar. Por isso, neste livro, o mundo é a sabedoria. Por isso, o príncipe de calicatri, depois de correr o mundo, sabe as respostas a todas as perguntas."

" Este novo livro de José Luís Peixoto (...) é uma experiência apaixonante e estranha. (...) tem tudo para vir a ser um livro-culto. (...) é de uma imensa beleza..."
Eduardo Prado Coelho, Público, Mil Folhas

" Ao publicar dois livros em simultâneo, José Luís Peixoto revela-se capaz de contrariar as regras mais simples da álgebra. Porque o que se encontra no resultado da operação Uma Casa na Escuridão e A Casa, a Escuridão não corresponde apenas ao somatório das parcelas que a compõem. O autor diz que, sendo autónomos, romance e livro de poemas se completam. Diríamos mais: do conjunto dos dois, nasce a obra suprema, a que não conhece géneros nem fronteiras."
Sara Belo Luís, Visão

"A peste invasora do romance de José Luís Peixoto (...) reconduz-nos a uma tensão entre felicidade e absurdo, inocência (protagonizada um pouco idilicamente pelas crianças) e mal, luz e trevas. A amizade surgindo como o possível absoluto, centrada na personagem do príncipe calicatri, espécie de cristo inconformado com o seu destino que, ao arrancarem-lhe o coração, perde as respostas para todas as perguntas do mundo. Não será esse o caminho da sabedoria?"
Ana Marques Gastão, Diário de Notícias

 


sinto-me: :)

publicado por magnolia às 10:59
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Cláudia Moreira

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