Falar sobre tudo e mais alguma coisa

Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011
Caminante no hay camino...

 

 

 

 

Todo pasa y todo queda,
pero lo nuestro es pasar,
pasar haciendo caminos,
caminos sobre el mar.

Nunca persequí la gloria,
ni dejar en la memoria
de los hombres mi canción;
yo amo los mundos sutiles,
ingrávidos y gentiles,
como pompas de jabón.

Me gusta verlos pintarse
de sol y grana, volar
bajo el cielo azul, temblar
súbitamente y quebrarse…

Nunca perseguí la gloria.

Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.

Al andar se hace camino
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.

Caminante no hay camino
sino estelas en la mar…

Hace algún tiempo en ese lugar
donde hoy los bosques se visten de espinos
se oyó la voz de un poeta gritar
“Caminante no hay camino,
se hace camino al andar…”

Golpe a golpe, verso a verso…

Murió el poeta lejos del hogar.
Le cubre el polvo de un país vecino.

“Caminante no hay camino,
se hace camino al andar…”

Al alejarse le vieron llorar.

Golpe a golpe, verso a verso…

Cuando el jilguero no puede cantar.
Cuando el poeta es un peregrino,
cuando de nada nos sirve rezar.
“Caminante no hay camino,
se hace camino al andar…”

Golpe a golpe, verso a verso.

 

Poema de António Machado


sinto-me: ...

publicado por magnolia às 10:50
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Terça-feira, 25 de Novembro de 2008
O meu caminho...


imagem retirada da net


 


Um dia mandaram-me caminhar. Não me disseram qual o caminho a percorrer, nem por quanto tempo o deveria fazer. Disseram-me apenas: caminha. E eu caminhei.


Tem sido longo este caminho e embora saiba que terá um fim, não sei onde é, nem quanto tempo demorarei a chegar lá.


Ando há alguns anos a caminhar e o caminho, embora sempre o mesmo, não é sempre igual, nem sequer é em linha recta. Já tenho feito curvas apertadas, descidas íngremes e subidas acentuadas. Já tenho caminhado debaixo do sol abrasador, sem uma árvore de copa frondosa para me proteger, sem uma sombra que seja. O chão árido da seca que me faz sufocar com a poeira que levanto com os pés. A chuva que cai em dias de Inverno molhando as arvores nuas, as ervas daninhas e os muros tristes de pedra cinzenta e o meu corpo cansado.


Por vezes o caminho torna-se mais fácil, mais bonito. Quando caminho junto ao mar, sentido na pela a brisa do mar e ouvindo os gritinhos das gaivotas em namoro eterno. Olho o por do sol e sinto que vale a pena continuar a caminhar. Outras vezes passo em caminhos esquecidos, de terra batida, onde o cheiro das madressilvas é tão intenso que apaga o cheiro da terra, e as silvas que ladeiam os caminhos estão carregadas de amoras doces e frescas.


Cruzo-me com muita gente no meu caminho. Muita gente se cruza comigo. As vezes vejo gente num caminho parecido com o meu, paralelo, outras vezes apenas me cruzo com pessoas e de relance as cumprimento. Há ainda quem me acompanhe desde sempre e para sempre. Irei perder gente pelo caminho, gente cansada que encontrou por fim o seu destino, o seu lugar. Um dia será a minha vez.


Neste instante caminho numa estrada esburacada, e é difícil de ultrapassar os obstáculos, de contornar os buracos para não cair, tenho de estar atenta. Estou cansada porque caminho há já muito tempo com um fardo pesado nas costas. Mas não vou sozinha. Há outros caminhantes, outros que me vão amparando e a quem também vou ajudando. Olho para o céu e vejo-o azul, algumas nuvens salpicam-no de branco e o sol brilha radioso lá no alto. As árvores que ladeiam a estrada são altas e belas, de copas verdes e frondosas. Os dentes-de-leão e as miosótis crescem nas bermas sem licença, as ervinhas e os fetos também, transformando a terra numa festa de cor. Os pássaros cantam nas árvores e fazem ninho. E os pinheiros mansos que cheiram a resina deixam cair as pinhas repletas de pinhões saborosos. Olho o céu, e a terra e as pessoas que caminham comigo e penso que este é um caminho que vale a pena fazer…


 


 


Ficção para a Fábrica de Histórias


Autora: Eu própria, Cláudia Moreira


 


 


 



publicado por magnolia às 14:44
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Terça-feira, 16 de Setembro de 2008
Se pudessemos nós traçar o caminho...

                             

imagem retirada da net

 

O esquerdo, depois o direito, depois o esquerdo, direito, esquerdo… é assim que vamos caminhando pela vida fora. Devagar, depressa, a correr, não importa. Apenas importa que não há forma de andar para trás. O caminho da vida é sempre para a frente, mesmo que as vezes nos pareça que andamos para trás. As vezes temos que atravessar uma montanha, enfrentar o frio, a neve, o sol abrasador, uma praga de mosquitos. As vezes atravessamos o deserto e quase morremos de solidão e cansaço. Outras vezes atravessamos uma planície imensa, percorremos uma estrada que não se vê nem o princípio nem o fim, o tédio instala-se mais a preguiça até ao próximo solavanco. O percurso da vida é complicado, é cheio de curvas acentuadas, curvas e contracurvas, subidas íngremes e descidas a pique. As vezes também acontecem acidentes mais ou menos graves mas mesmo assim temos que continuar. Temos que lutar para continuar.

Seria bom se pudéssemos caminhar na vida numa estrada ladeada de madressilvas, onde os passarinhos pousassem para cantar. Onde se vissem os campos a perder de vista e a estrada fosse larga e macia.

Seria tão bom se pudéssemos caminhar na vida numa estrada a beira-mar, tendo por berma a praia e o oceano imenso. E de vez quando pudéssemos fazer uma pausa para um cafezinho numa qualquer esplanada tranquila onde só se ouvisse o marulhar do mar e os gritinhos das gaivotas…

Seria tão bom se pudéssemos caminhar na vida sempre de mãos dadas com quem amamos. Fazendo caminho em alegre cavaqueira, sorrindo, cantando, sem nunca sentir a solidão, a tristeza ou a angustia.  

Seria tão bom se pudéssemos nós traçar o nosso caminho…

 

 

 


sinto-me: um pouco cansada

publicado por magnolia às 10:57
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Cláudia Moreira

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