Falar sobre tudo e mais alguma coisa
Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011
Estados Oníricos

 imagem retirada da net

itália

 

 

Durante algum tempo permiti-me estes estados oníricos. Sonhar acordada era bom e era de graça. Não havia neles o peso de saber que jamais se tornariam realidade. Tudo parecia ser possível fazer acontecer... Agora sei que este será um dos que nunca sairão do baú dos sonhos. Será apenas isso, um sonho bonito que gostei muito de sonhar...

 

E na verdade os sonhos bonitos são apenas aqueles em que sonhamos acordados. Só nesses temos controlo absoluto do cenário, dos personagens e de todo o argumento.

 

Neste meu sonho recorrente, demasiado recorrente, via-me sempre numa varanda como aquela ali em cima. Seria velha já, com muitas rugas nos cantos dos olhos, algumas nos cantos da boca e o cabelo seria todo branco. Mesmo branco seria comprido e a brisa de final de tarde faria com que se agitasse ligeiramente. Usaria um vestido comprido, provavelmente branco pérola e umas sandálias leves e muito usadas. 

 

No meu sonho passo os dias sem ter que trabalhar como qualquer outra pessoa reformada. A grande diferença é que teria tido dinheiro para comprar uma pequena casa numa ilha italiana. A casa seria pequena e branca, teria portadas verdes e um alpendre. A casa seria numa encosta e teria uma escada íngreme, com corrimões de madeira até à praia lá em baixo. O mar seria muito azul e a praia praticamente deserta.

 

A minha vida na ilha seria muito tranquila, rodeada de mar e de natureza verde. Sentar-me-ia todos os dias num cadeirão confortável  e na pequena mesa na varanda teria sempre livros e um caderno para escrever tudo o que me viesse à cabeça. Até onde a vista alcançava seria mar azul e nos meus ouvidos só precisariam de entrar os chilreios dos pássaros. O cheiro das bungavileas e de outras flores que teriam a liberdade de crescer por ali.

 

Depois os meus filhos viriam visitar-me e trariam os netos. Faríamos almoços tranquilos sob a luz do sol e depois desceríamos todos em alvoroço até à praia onde o mar nos refrescaria do calor da tarde. Depois quando regressassem às suas vidas voltaria o silencio e a tranquilidade e a saudade. No meu sonho também teria muitas saudades...

 

No meu sonho o tempo não tinha relógio e não era preciso andar sempre a correr atrás de tudo e de nada. Os dias correriam sem pressa, respeitando os amanheceres, as manhãs e as tardes e o anoitecer seria para ser apreciado devagar. Teria tempo para pensar, para admirar a natureza e teria tempo para ler tudo o que agora não consigo ler. Teria tempo para escrever o livro que me faria ter algum sucesso, mesmo que póstumo.  Teria tempo para viver em plenitude até que a morte me viesse buscar...


sinto-me: nem sei bem

publicado por magnolia às 23:35
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Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011
Importante!


sinto-me: pensativa

publicado por magnolia às 13:10
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Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011
E se uma destas manhãs...

 

 

 

 

imagem retirada da net

 

...quando eu for abrir a janela à espera de encontrar o mundo como sempre o conheci, vir que nada está como estava antes? Se nessa manhã o céu não for azul e o sol não for dourado? E se as arvores não forem feitas de madeira castanha e as folhas verdes? E se as joaninhas já não forem vermelhas com bolas pretas e se a água já não for transparente? E se a relva deixar de ser verde e as magnólias deixarem de florir em árvores? E se os rios subirem em vez de descerem e o mar deixar de ter marés? E se a Lua deixar de se ver e as estrelas deixarem de brilhar? E se o mundo estiver virado do avesso?

 

E se uma destas manhãs eu já não conhecer os Homens? E se os sorrisos já não forem verdadeiros e as lágrimas deixarem de correr pelos rostos? E se já não puder acreditar em ninguém? E se a confiança deixar de constar nos dicionários e o respeito deixar de ser sequer uma palavra mas só e apenas uma  amálgamade letras amontoadas? E se quem era simpatico deixar de o ser? E se uma destas manhãs eu olhar dentro dos olhos de alguém e não conseguir ver mais do que o vazio, a falta de consciência e de sentimentos?

 

E se uma destas manhãs eu perder por completo a fé na Humanidade...?


sinto-me: muito pensativa...

publicado por magnolia às 19:57
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Post-Scriptum

  


  


  


  


 


Imagem retirada da net


 


 


 


No meu corpo estás tu


Dentro de mim, fora de mim, em mim…


Para sempre…


Nos meus lábios o gosto adocicado


Dos teus lábios carinhosos… ansiosos…


Para sempre…


Na minha boca ainda a tua língua


Segura e quente… num pedido urgente…


Para sempre…


Na textura dos meus dedos


Os teus dedos suaves… irrequietos…


Para sempre…


Nos meus ouvidos o som da tua voz


Quente, envolvente a dizer palavras de amor…


Para sempre.


Nos meus negros e longos caracóis rebeldes


Ainda a urgência quase bruta dos teus dedos…


Para sempre.


O teu perfume aprisionado em cada poro



Da minha pele, agrilhoando-se a cada fino pêlo meu…



Para sempre…


Na minha branca epiderme estás tu


Intensa e profundamente tatuado…


Para sempre.


Para sempre.


 


 


Cláudia M.


 


*Poema que escrevi para fazer parte de um texto do meu blog "Coisas Minhas".



publicado por magnolia às 09:09
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Domingo, 20 de Fevereiro de 2011
Post-scriptum

 


 



 


Beijos, muitos,


 


Com amor.


 


c.m.


 


 


Post-scriptum: Já tinha dobrado a folha em três com todo o cuidado… Já a tinha colocado dentro de um dos envelopes especiais que uso para te escrever... Já tinha decidido não pensar mais em ti… Já tinha despido a roupa que tinha usado nesse dia que ainda trazia o teu perfume. Já tinha entrado na banheira, o vapor da agua quente a envolver-me o corpo… já sentia a água a cair no cabelo, nas costas, no peito, a descer pela barriga, a passar livremente pelo pequeno triangulo negro, a descer numa carícia longa pelas coxas e sempre até aos pés… E foi então que senti uma vontade incontrolável de te ter perto… De sentir novamente as tuas mãos macias no meu corpo, fazendo-o sentir coisas que mais ninguém fazia sentir… De sentir o teu beijo lento, quase tântrico… de sentir a tua urgência ali tão perto da minha urgência… Fechei os olhos e imaginei que estavas ali comigo…que me dizias que era tudo um engano e que querias fazer amor comigo uma única vez a noite toda ou muitas vezes na noite toda… e que não importava que não dormíssemos nem importava que gritássemos e não importava que relampejasse e trovejasse, nem importava que o mundo acabasse…E beijavas-me a boca, o pescoço, o peito e todo o meu corpo… E dizias que me amavas... Que me amarias para sempre...


 


Depois abri os olhos e estava sozinha e a água continuava a correr pelo meu corpo e a desaparecer no ralo da banheira… Envolvi-me numa toalha que tinha sido a tua toalha e ainda molhada escrevi estas palavras…Não sei a razão mas apeteceu-me partilhá-las contigo. Por isso abri novamente o envelope, desdobrei a carta e agora escrevo-as… São para ti… São para que saibas que jamais te esquecerei…


 


 


No meu corpo estás tu


Dentro de mim, fora de mim, em mim…


Para sempre…


Nos meus lábios o gosto adocicado


Dos teus lábios carinhosos… ansiosos…


Para sempre…


Na minha boca ainda a tua língua


Segura e quente… num pedido urgente…


Para sempre…


Na textura dos meus dedos


Os teus dedos suaves… irrequietos…


Para sempre…


Nos meus ouvidos o som da tua voz


Quente, envolvente a dizer palavras de amor…


Para sempre.


Nos meus negros e longos caracóis rebeldes


Ainda a urgência quase bruta dos teus dedos…


Para sempre.


O teu perfume aprisionado em cada poro


Da minha pele, agrilhoando-se a cada fino pêlo meu…


Para sempre…


Na minha branca epiderme estás tu


Intensa e profundamente tatuado…


Para sempre.


Para sempre.


 


 


A minha palavra para ti é amor. Depois mais duas: para sempre!


 


Beijos com sabor a saudades perpétuas...


 


Com amor.


 


c.m.


 




 


Texto de ficção escrito por Cláudia Moreira para a Fábrica das histórias


 


 



publicado por magnolia às 23:21
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Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011
André&Gripe&Tosse&Hospital

Depois de um grande período sem ter que lá pôr os pés, hoje tivemos que ir às urgências. O André andava há algum tempo cheio de tosse, febre que ia e vinha, mau estar no corpo, mucosidades até dizer chega, uma gripe que não queria embora com o habitual antigripe. Por isso hoje pusemos os pés ao caminho, não dava para adiar mais. O encontro com um dos nossos queridos médicos do sistema hospitalar público não correu mal, era simpático e ainda ficamos por lá a fazer uma nebulização. Ele, não eu, é claro:)

 

Esperemos agora que não tenhamos trazido do hospital, além da receitazinha habitual, nenhuma outra doença que às vezes se encontra perdida pelos corredores dos hospitais...

 

 

 


sinto-me: :(
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publicado por magnolia às 16:34
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Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011
Correntes d'Escritas 2011 - Programa

 

 

Nas Correntes d’Escritas acontecem muitas coisas: debates, lançamentos de livros, convívios à mesa e fora dela, visitas a escolas secundárias, exposições, recitais de poesia e música, noitadas no bar do hotel, etc. Mas, embora tudo isso faça parte daquilo a que se chama o “espírito das Correntes”, as pessoas juntam-se na Póvoa de Varzim essencialmente para assistir às mesas redondas no Auditório Municipal. A lista dos respectivos temas, convidados e moderadores, anunciada hoje, é a seguinte:

 

Dia 23 (quarta-feira)

17h00 – 1.ª MESA: «Falta futuro a quem tem no presente as ambições/passadas»
- Aida Gomes
- Almeida Faria
- Eduardo Lourenço
- Fernando Pinto do Amaral
- Maria Teresa Horta
- Ricardo Menéndez Salmón
Moderador: José Carlos de Vasconcelos

 

Dia 24

10h30 2.ª MESA: «Eu começo depois da escrita»
- Ignacio del Valle
- João Paulo Cuenca
- Júlio Conrado
- Karla Suarez
- Maria João Martins
- Miguel Miranda
Moderador: Carlos Vaz Marques

15h00 3.ª MESA: «A minha arte é uma espécie de pacto»
- David Toscana
- Juva Batella
- Luís Represas
- Manuel Jorge Marmelo
- Mário Lúcio Sousa
- Ricardo Romero
Moderador: Rui Zink

 

17h30 4.ª MESA: «Nua de símbolos e alusões é a poesia»
- Ana Luísa Amaral
- Carmen Yáñez
- Conceição Lima
- Gastão Cruz
- Ivo Machado
- Uberto Stabile
Moderador: Francisco José Viegas

 

Dia 25

10h30 5.ª MESA: «As palavras são apenas uma memória»
- César Ibáñez París
- Ignacio Martínez de Pisón
- João Paulo Borges Coelho
- Mário Zambujal
- Nuno Júdice
- Rui Zink
Moderador: João Gobern

 

15h00 6.ª MESA: «Espalho sobre a página a tinta do passado»
- Alberto Torres Blandina
- António Figueira
- Francisco José Viegas
- Inês Pedrosa
- Maria Manuel Viana
- Paulo Ferreira
Moderador: José Mário Silva

 

17h30 7.ª MESA: «A obra que faço é minha»
- Álvaro Magalhães
- David Machado
- Francisco Duarte Mangas
- João Manuel Ribeiro
- José Jorge Letria
- Vergílio Alberto Vieira
Moderador: Ivo Machado

 

Dia 26

10h30 8.ª MESA: «Não há palavras exactas»
- José Manuel Fajardo
- Kirmen Uribe
- Nuno Crato
- Pedro Vieira
- Raquel Ochoa
- valter hugo mãe
Moderador: Onésimo Teotónio Almeida

 

16h00 9.ª MESA: «Nada no mundo deve ser subestimado»
- António Victorino d’Almeida
- Luis Sepúlveda
- Manuel Rui
- Mário Delgado Aparaín
- Onésimo Teotónio Almeida
- Yvette K. Centeno
Moderadora: Maria Flor Pedroso

 

Retirado daqui.


sinto-me: :)

publicado por magnolia às 20:19
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Black Swan

 

Ontem, finalmente, fui ver o filme. Confesso que tinha lido algumas opiniões e ia um pouco a pensar nelas, talvez até ligeiramente influenciada. Depois de o ver e digerir, posso dizer que adorei o filme! Não importa se a história não é nova e se tem pouco conteudo, importa apenas a forma como foi tratada neste preciso filme. A Natalie esteve à altura da nomeação para o Oscar e se o ganhar será merecido. Sei que gosto de um filme quando pelo meio sinto ganas de entrar dentro dele e falar com os personagens, dar-lhes uns abanões!!! 

 

Portanto, Ladies and Gentlemen, ide ver, ide que vale bem a pena!!!!

 

 

 


sinto-me: pensativa

publicado por magnolia às 10:27
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Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011
Inverno

 


 



 


Olho, triste, pela janela e já é noite cerrada


A chuva cai na vidraça, atormentada


Fustiga as árvores semi-nuas do jardim


Está um frio cortante também dentro de mim


 


No peito um órgão que já não bate desenfreado


Nem se importa que esteja quase morto, gelado


Olho-o bem, com muito mais atenção


E percebo que ainda é Inverno no meu coração


 


Lá dentro de mim o céu está sempre cinzento


E a nuvens pintadas de um tom pardacento


Os rios engrossam com cada chuvada


E a alegria há muito que se perdeu na enxurrada


 


Grossas gotas pendem das folhas que sobram


Sonhos nelas diluídos hesitam um pouco e tombam


E ali entre a relva húmida os sonhos ficarão esquecidos


Destinados a nunca, nunca virem a ser cumpridos


 


Os pássaros já não chilreiam nem acasalam


Assim como as saudades já não me abalam


Afinal já nada é para ficar, já nada é eterno


Pássaros e pessoas abalam sempre no Inverno


 


Os cortantes ventos gélidos que vêm do norte


Trazem consigo tristes anúncios de morte


Morrem sentimentos a cada dia que passa


Mata-os, impiedoso, o vento que os envolve e abraça


 


E as lágrimas rolam e deixam-me o rosto molhado


Encosto-as à janela que desaparecem no vidro gelado


Tenho tanto frio e ainda é Inverno dentro de mim


Desespero sem saber se um dia este Inverno terá um fim…


 


 


Cláudia M.


 



publicado por magnolia às 21:35
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Importante!

 


sinto-me: pensativa

publicado por magnolia às 11:12
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...e mais ainda...
Cláudia Moreira

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