Falar sobre tudo e mais alguma coisa
Segunda-feira, 30 de Março de 2009
Esta é a minha nova onda!!!

imagem retirada da net

 

 

Ehehehe!!! não é nada do que estão a pensar!!! Não comprei nenhuma prancha nem vou aprender a surfar, pelo menos por agora!!  :) É o meu novo part-time de fim-de-semana! Trabalho numa loja de roupas de surf que não vou dizer a marca para já:) Vou primeiro pedir autorização para divulgar!

Pois é, mudei de part-time. Ou melhor, é mais um! Porque vou ver se não largo o outro de vez. Quando não tiver trabalho neste, vou na mesma para o restaurante. Até ver estou lá, rodeada de roupas giras e coloridas e de clientes giros e coloridos:) E pronto, este fim-de-semana foi o primeiro, e correu bem, vamos ver como correm os próximos!

 

 


sinto-me: na onda:)

publicado por magnolia às 15:45
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Domingo, 29 de Março de 2009
Um dia no futuro...


 


Hoje acordei nostálgica. Não sei bem porquê. Talvez seja pela aproximação do meu aniversário. Vou fazer oitenta anos. Na verdade nem me costumo lembrar que tenho essa idade porque me sinto maravilhosamente bem. Como se tivesse apenas trinta anos. Não apenas me sinto como também pareço. O avanço da medicina e da tecnologia foi de tal ordem que hoje somos mais resistentes, quase imortais. A mim, apesar de viver neste século e ter mente aberta, nunca deixa de me surpreender este avanço. Nasci no século XX, sou uma mulher do século XXI, tive que me adaptar aos novos tempos, às novas formas de viver. No entanto, hoje tem sido um dia de saudade. Já há muito que não me sentia tão saudosa das coisas do passado. Quando de manhã me levantei, fui à janela e não a pude abrir. Eu já sabia que não poderia, mas fez-me lembrar os tempos de miúda em que abria a janela e o ar fresco da manhã entrava pelas narinas e viajava até aos pulmões, revigorando-os. Agora não o posso fazer, em lado nenhum. A poluição é tal que as janelas já não se fazem para abrir, é uma máquina que nos purifica o ar vinte e quatro horas por dia.


Depois desta primeira lembrança, muitas outras vieram em catadupa. O pequeno-almoço já não cheira a manteiga derretida no pão torrado, porque nos alimentamos de pequenas barras energéticas, o almoço também não, a fruta não sabe a nada porque é fabricada numa estufa e não apanha sol. Não há peixe. As águas estão demasiado poluídas. O que há é demasiado caro para os bolsos dos comuns mortais. Já nada sabe como antes… olho em volta e vejo a casa branca imaculada, sem nenhum grão de pó, miraculosamente limpa pelos novos sistemas de sucção de partículas e sinto falta de ver o pó que dançava no sol que entrava pelas frestas das cortinas na casa da minha avó. Nenhuma fotografia palpável num porta-retratos de madeira. Apenas imagens reflectidas nas paredes brancas. Em cada divisão um grande LCD por onde posso espreitar a vida dos meus filhos e dos meus netos. Mas tocar-lhes é impossível. Cada um tem demasiadas ocupações, demasiados interesses. A vida deste século é assim, sempre feita a correr. As pessoas desta metade de século só serão felizes quando conseguirem aumentar o dia para mais horas, as semanas para mais dias, a vida para sempre. Não tenho nada para fazer. Esta velhice que não é velhice, deixa-nos a todos assim sem saber o que fazer. Já fizemos tanto, já trabalhamos tanto, mas não nos sentimos velhos. Mas já não nos deixam trabalhar, dizem que temos que dar lugar a outros, aos novos. Então para que queremos ter mais anos de vida? Sinto-me tantas vezes uma inútil, um bibelô que ninguém sabe o que fazer com ele…


Sempre imaginei a minha velhice sentada numa cadeira de baloiço perto do mar com um livro na mão, tomando uma chávena de chá e vendo o por do sol. Os livros deixaram de ser impressos. Ainda conservo os meus livros, são relíquias. Mas já não há livros novos em lado nenhum para vender. As bibliotecas estão vazias. Foram trocadas por leitores portáteis de e-books, mais fáceis de transportar, mas que não dão prazer nenhum. Não se sente a textura do papel, nem o seu cheiro, não estão vivos como os livros. Também já não há pôr-do-sol. Minto. Há pôr-do-sol, mas não se vê. As nuvens escuras da poluição atmosférica tapam tudo, o céu azul, o sol, já não vale a pena olhar para o céu… por isso o meu sonho de velhice foi destruído. Para sempre. Vivo entre estas quatro paredes, sei que o mundo lá fora fervilha através dos meios de comunicação social, mas nada mais. Quase nada é permitido a alguém com a minha idade. Escrevo, leio um pouco nos meus livros, falo com outros velhos como eu pela world wide Web e exercito o corpo. Espero ansiosamente pelas festas para ver os netos e os filhos e passo muito tempo a olhar pela janela vendo a cidade pequenina, muito pequenina, trinta andares abaixo dos meus pés… uma existência estúpida. E tenho saudades. Tenho tantas saudades da minha vida de antigamente. Uma vida de muito trabalho, mas plena. Tinha dois empregos mas tinha os meus filhos perto de mim. Tinha que fazer o jantar todos os dias, mas podia saboreá-lo e cheira-lo. Tinha muita roupa para lavar, mas vestíamos roupas bonitas e coloridas e não estas roupas sem graça que nos obrigam hoje a vestir porque já não há lã, nem seda, nem algodão. Era tudo genuíno, palpável, concreto. Já nada é como antes. Nem sequer as relações entre as pessoas. Nem o amor. Nem isso. Hoje ninguém se prende. Ninguém ama para não ter que sofrer. Ninguém tem tempo de amar ninguém, de dedicar tempo. Já ninguém tem tempo de viver.


Espero que o dia acabe depressa. Quero ir dormir e esquecer estas memórias. A saudade às vezes dói. Vou fazer oitenta anos e os meus dias são assim. Vazios. Tristes. Quando não penso nas memórias os dias passam, uns iguais aos outros, mas passam. O pior mesmo são estes dias de saudade de um passado que não voltará jamais… Às vezes penso que não adianta ter mais saúde na velhice neste tempo se a velhice neste tempo é cada dia mais vazia e sem sentido.


 


Texto de ficção escrito para a Fábrica das Histórias por Cláudia Moreira


 



publicado por magnolia às 23:42
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Quinta-feira, 26 de Março de 2009
Nau quinhentista - Vila do Conde

 

 


sinto-me: :)

publicado por magnolia às 11:10
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Dia Mundial da Poesia em Vila do Conde

 

 


sinto-me: :)
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publicado por magnolia às 09:09
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Poemas de amor e desamor na Fnac - Norteshopping

 

 

 

 


sinto-me: :)

publicado por magnolia às 00:15
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Domingo, 22 de Março de 2009
Já é tarde mas....

...não queria ir sem vir aqui agradecer a todos os que ontem me acompanharam numa noite muito mportante para mim. Hoje estou sem tempo, amanhã o dia começará por volta das seis da manhã. É tempo de abrir os horizontes dos meus filhos e leva-los um pouco mais longe! A vida é feita disto mesmo, de pequenas alegrias, de momentos especiais. O resto é apenas acessório.

 

Quero agradecer à Raquel pela magnifica surpresa: a sua presença! Mando um beijinho especial à Cloudy a quem tive o prazer enorme de dar um beijinho e chamar-lhe a rir de Nubladinha:) E a todos os amigos que me têm acompanhado, seja pessoalmente, seja no blog.

 

Correu bem, melhor do que o que eu esperava. Por isso só posso mesmo estar feliz!!

 

Mal possa venho pôr fotos:) e contar o resto do fim-de-semana. Sim porque houve muito mais! Poemas nas árvores, nau quinhentista, e.....e o resto fica para depois!!!

 

Boa noite e bom fim-de-semana para todos!!!

 

Beijinhos


sinto-me: já a cair para o lado

publicado por magnolia às 00:20
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Sexta-feira, 20 de Março de 2009
Estou tão nervosa!!!!

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sinto-me: nervosa

publicado por magnolia às 14:57
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Segunda-feira, 16 de Março de 2009
Convite

Esta sexta-feira, dia 20 pelas 22H00, faço a apresentação do meu livro "Poemas de Amor e Desamor" na Fnac do Norteshopping. Já sabem os amigos, conhecidos, leitores ou simples transeuntes que estão convidados a comparecer. Quem esteve em Vila do Conde no dia 20-12-2008 também está convidado a aparecer porque eu preciso bastante de apoio!

 

 

 

Informações


sinto-me: nervosa

publicado por magnolia às 17:43
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Domingo, 15 de Março de 2009
Um feitiço chamado amor

 


Ela tinha chegado à aldeia há pouco tempo. Alugou a ultima casa da aldeia que ficava já um pouco metida dentro do bosque e do camião das mudanças descarregou todo o tipo de mobiliário estranho. Espelhos gigantes, panelas de ferro e muitas outras peças estranhas para aqueles habitantes da pequena aldeia. A primeira vez que apareceu na sua considerável altura e inteiramente vestida de preto, cabelo mais negro que a noite e com vários brincos na mesma orelha, as pessoas estranharam. Quando começaram a vê-la todos os dias vestida de preto estranharam ainda mais. Vinha á aldeia e não falava com ninguém. Tomava um café e saia no mesmo silêncio com que tinha entrado. Viam-na passar para o bosque e voltar com os braços cheios de plantas. Levava sempre consigo um saco preto enorme que levava a imaginação de miúdos e graúdos até ao infinito. Ouvia música estranha que se ouvia através das janelas sempre fechadas. Os miúdos começaram a espreita-la e viram fumo a sair da chaminé. E numa noite de lua cheia ela saiu acompanhada pelo saco preto e perdeu-se no meio dos campos. Foi o suficiente para que todos chegassem a casa com a notícia oficial de que aquela mulher era mesmo uma feiticeira e que ia fazer feitiços no campo com a ajuda da Lua cheia. Depois começaram a chegar pessoas estranhas à aldeia. Entravam na casa da feiticeira como lhe chamavam, ficavam algumas horas e depois iam embora. O consenso geral é que eram pessoas que vinham encomendar-lhes feitiçarias. Coisas terríveis e assustadoras. Ninguém se atrevia a falar-lhe ou mesmo a chegar-se muito perto. De noite ninguém passava pela casa e de dia só a alguns metros, muitos de distancia.


Era um grande mistério o que se passava dentro da casa do bosque. Ninguém na aldeia ficava imune a esse mistério e a imaginação voava e o medo aumentava. Ate ao dia em que chegou á aldeia o neto da dona Mariazinha, o João, e resolveu o mistério. Vinha de férias depois de muitos anos ausente e logo na primeira tarde lhe contaram tudo o que se passava na casa do bosque. Ele pensou logo tratar-se da imaginação fértil das pessoas, mas prometeu que iria lá no dia seguinte investigar a assustadora feiticeira.


Pela manha, não muito cedo, João saiu de casa para ir ver então a malvada feiticeira da aldeia. Chegou perto da casa e viu que estava tudo fechado, mas de dentro vinha o som de música estranha. João não era muito entendido mas pareceu-lhe que era algo no género de música gótica. Avançou até à porta principal e bateu. Ninguém atendeu. Bateu de novo. Nada. Já estava prestes a voltar para trás quando chegou uma rapariga que lhe perguntou se a Diana estava. João não fazia a mínima ideia de quem era a Diana e ia responder isso mesmo, mas não foi preciso porque no mesmo momento a porta abriu-se e ele pode ver uma mulher vestida de negro e cabelos longos, negros também.


- Olá. Entrem.


Entraram. João viu os espelhos que estavam espalhados pela casa. Cortinas de organza pendiam do tecto e vários caldeirões pretos perto das paredes estavam cheios de vasos de orquídeas.


- Podem ir ao quarto vestir as roupas.


João tratou logo de dizer que não tinha que vestir roupas, que vinha ali por outro motivo. A cara dela foi de interrogação. Como se dissesse “então que raios queres tu daqui?”


Então João explicou tudo do princípio. Que os habitantes a achavam estranha, que tinham receio dela. E que ela era sem duvida a personagem que mais povoava a imaginação daquela gente e que mais ocupava as bocas do povo. Então ela contou que era fotógrafa, que recebia muita gente que lhe pagava para fazer catálogos para poderem mostrar nas agências modelos. Explicou que adorava ir ao bosque passear, trazer ervas para as comparar com os livros, porque gostava de estudar a medicina alternativa. Contou também que andava a tentar fotografar a lua cheia porque queria ganhar um premio numa revista especializada em fotografia. Contou também que gostava de usar a lareira mesmo em dias de sol, porque o fogo lhe dava uma sensação de conforto. Também contou que não falava com ninguém na aldeia porque as pessoas a olhavam de forma estranha. Não só estranha como antipática.


Riram-se muito da situação. Ela convidou-o para ficar a ver a sessão de fotos. Ele aceitou. No fim ela mostrou-lhe algum do seu trabalho, que por sinal ele achou fantástico. Lancharam um bolo delicioso que ela mesma tinha feito. Já era de noite quando se aperceberam das horas. Diana queria que ele ficasse para jantar. Ele também queria, mas achou melhor ir para casa não fossem estar já preocupados.


- Então filho? Que se passou? Estávamos tão preocupados! Viste a feiticeira? Estávamos tão preocupados que ela te tivesse feito algum feitiço…


João desatou a rir com gosto.


- E fez!


Não continuou e por momentos pode gozar as caras assustadas da avó e da tia.


- Lançou-me o feitiço do amor…acho que foi amor à primeira vista. Ela é linda avó! E muito carinhosa. E faz uns bolos deliciosos! Amanhã volto lá para ser enfeitiçado mais um bocadinho…


E com isto riu-se muito contou toda a história, do princípio ao fim, perante o olhar incrédulo de todos. João estava desconfiado que eles ficaram um pouco decepcionados. Afinal, era muito mais interessante ter uma feiticeira na aldeia do que uma fotografa!


E com esta história se prova que uma mulher não precisa de aprender feitiços para agarrar as pessoas. A sua magia é o amor que sente e faz sentir. É a beleza que enfeitiça o coração de um homem. É a meiguice com que trata o seu amado. E claro está, que se souber fazer uns petiscos melhor! E pronto, não há feitiço como o feitiço do amor! Dura para sempre!


“Texto de ficção escrito por Cláudia Moreira para a Fábrica das histórias”


 



publicado por magnolia às 23:54
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...

 

 

O progresso trouxe coisas más. Mas sem duvida que também trouxe coisas boas:) 

 

Poder escrever  um post sobre a beleza do mar, poder partilhar com o mundo esta visão fantástica, estando praticamente com os pés na areia... Isto para mim são algumas das maravilhas das novas tecnologias! 

 

Estou a ver o por do sol em primeira fila numa das muitas praias de Gaia. Hoje era mesmo disto que estava a precisar...


sinto-me: pensativa

publicado por magnolia às 18:15
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...e mais ainda...
Cláudia Moreira

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